Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um homem, supostamente advogado, agredindo uma mulher em um bar de Jataí, no sudoeste de Goiás. Nas imagens, o homem aparenta estar exaltado e gesticula bastante em direção à mulher, que permanece o tempo todo sentada e não apresenta nenhum tipo de reação. O homem então pega um copo e joga a bebida no rosto da mulher; em seguida, ele se levanta e, antes de sair, dá um tapa no rosto dela.
A reportagem não conseguiu confirmar se o caso foi registrado pela polícia.
Vídeo mostra agressão em bar
O registro audiovisual, cuja data e autoria não foram detalhadas, evidencia uma sequência de atos violentos. A mulher permanece sentada durante toda a ação, sem esboçar reação física. Após jogar o líquido, o agressor se levanta e desfere um tapa no rosto da vítima antes de deixar o local. A cena, gravada por terceiros, ganhou repercussão nas plataformas digitais.
A dinâmica dos fatos, conforme as imagens, sugere uma agressão unilateral. Não há indícios de que a mulher tenha revidado ou provocado o ato. A ausência de reação por parte da vítima é um elemento que chama atenção de quem assiste ao vídeo. A reportagem não teve acesso a informações sobre o que teria motivado a conduta.
Vídeo: YouTube | Fonte: www.direitonews.com.br
OAB Jataí repudia conduta
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Jataí manifestou repúdio à agressão. “A OAB Jataí recebeu informalmente e com preocupação a notícia da agressão de uma mulher, supostamente praticada por advogado, ocorrida neste último domingo 30/08/2026 à noite em estabelecimento desta cidade, vídeo que está circulando nas redes.” A entidade destacou seu compromisso com a defesa dos direitos das mulheres.
Ainda segundo a OAB, “A OAB Jataí é defensora do direito e da dignidade feminina, repudiando fortemente qualquer ato de violência contra as mulheres, sendo inadmissível tal conduta, especialmente porque praticada em tese por Advogado, que prestou o juramento de cumprir as leis do Brasil e de defender a dignidade humana.” A nota ressalta a gravidade da conduta, especialmente diante do juramento profissional.
Registro policial não confirmado
Até o momento, a reportagem não conseguiu confirmar se o caso foi registrado pela polícia. Não há informações sobre boletim de ocorrência, medidas protetivas ou identificação formal do agressor. A ausência de registro oficial pode dificultar a responsabilização criminal e ético-disciplinar.
A OAB não informou se instaurou procedimento interno para apurar a conduta do suposto advogado. O Estatuto da Advocacia prevê sanções para infrações disciplinares, mas a apuração depende de representação ou notícia formal. A vítima, caso deseje, pode buscar apoio em delegacias especializadas ou na própria Ordem.
Impacto jurídico e social
A conduta descrita pode configurar crime de lesão corporal e contravenção de vias de fato, conforme o Código Penal e a Lei de Contravenções Penais. Além disso, a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) pode ser aplicada se houver relação íntima de afeto ou contexto doméstico. A agressão em local público, com testemunhas e vídeo, fortalece eventual material probatório.
Para advogados, a repercussão de um ato de violência pode gerar consequências na esfera ética, com possibilidade de suspensão ou até exclusão dos quadros da OAB. O juramento profissional inclui o compromisso de defender a dignidade humana, o que torna a conduta ainda mais grave. A sociedade civil e a categoria jurídica acompanham o desdobramento do caso.
A reportagem seguirá monitorando o caso e atualizará as informações assim que houver manifestação oficial da polícia ou da OAB. Enquanto isso, o vídeo continua a circular, gerando indignação e debates sobre violência contra a mulher e responsabilidade profissional.
Fonte
- www.direitonews.com.br
- Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (fenaj.org.br)
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