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Reforma tributária e fim da escala 6×1 desafiam setor aéreo, diz CEO da Latam

Reforma tributária e fim da escala 6x1 desafiam setor aéreo, diz CEO da Latam

O CEO da Latam, Jerome Cadier, afirmou que a reforma tributária e o fim da escala 6×1 representam desafios significativos para o setor aéreo brasileiro. Em evento do setor, o executivo destacou que a reforma tributária, com a aplicação do IVA, poderá aumentar em 26% as passagens aéreas para voos domésticos e internacionais no Brasil. Além disso, Cadier expressou preocupação com a instabilidade gerada por mudanças regulatórias, como a discussão sobre a cobrança de bagagem de mão.

Reforma tributária e impacto nas passagens

Cadier afirmou que a Reforma Tributária poderá aumentar em 26% as passagens aéreas para voo doméstico e internacional no Brasil com a aplicação do IVA. O vice-presidente da IATA para América Latina, Peter Cerdá, também expressou preocupação com o texto da Reforma.

“No Brasil, a proposta de uma alíquota de IVA em torno de 26,5% reduziria a demanda em cerca de 30% e encareceria a tarifa internacional média, que hoje está em 740 dólares, em cerca de 195 dólares.”

Para o vice-presidente, custos mais altos penalizam diretamente o bolso do passageiro. O executivo da Latam afirmou que a companhia teve conversas produtivas com o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos últimos meses. No entanto, ele ressaltou que o Brasil costuma enfrentar crises com uma visão de curto prazo.

“O governo está nos ajudando nesse momento a lidar com a crise do petróleo, mas assim que esta crise terminar, como sei que vai acontecer, continuaremos a não discutir questões a longo prazo”, disse Cadier.

Fim da escala 6×1 gera instabilidade

O Executivo Federal teria garantido que a mudança na escala 6×1 não afetará operações aéreas. Contudo, segundo o executivo, essas mudanças geram instabilidades no setor. Ele mencionou a discussão sobre a cobrança de bagagem de mão, em referência ao PL 5041/2025 em tramitação no Senado. Cadier explicou que o vai e vem de assuntos como esse atrapalham a clareza regulatória no país.

Posição moderada e necessidade de planejamento

O executivo se posicionou quanto ao fim da escala 6×1 em um tom mais moderado. Ele sugeriu que o Brasil deveria usar as “melhores práticas” de outros países. Em sua visão, é preciso “evitar imposições dos sindicatos e se concentrar mais em dados científicos que comprovam a eficácia de cada modelo”. Cadier disse que o setor aéreo precisa trabalhar com planejamento a longo prazo.

A repórter viajou a convite da organização do evento. O JOTA PRO Poder é uma plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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