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Registro de terras em fronteiras volta à Câmara

Registro de terras em fronteiras volta à Câmara

Aprovação no Senado Federal

O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (4) o projeto de lei que ratifica registros imobiliários decorrentes de alienações e concessões, pelos estados, de terras da União em faixas de fronteira.

O PL 4.497/2024 retorna para análise da Câmara dos Deputados, onde será submetido a nova avaliação.

O texto aprovado foi um substitutivo apresentado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), que altera a legislação sobre regularização fundiária nessas áreas estratégicas.

Alterações legislativas

O projeto modifica tanto a Lei de Registros Públicos (Lei 6.015, de 1973) quanto a legislação que trata da regularização fundiária na faixa de fronteira (Lei 13.178, de 2015).

Essas alterações buscam estabelecer novos parâmetros para a validação de documentos de propriedade em regiões limítrofes.

A medida representa um avanço significativo na discussão sobre posse de terras públicas.

Distribuição de responsabilidades

A responsabilidade pelo registro dos imóveis vai ficar com os cartórios, que deverão proceder com a documentação conforme as novas regras.

Paralelamente, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) terá cinco anos para certificar se os proprietários estão cumprindo a função social da terra.

Esse prazo estabelece um período de transição para adequação às exigências legais.

Controle de grandes propriedades

Para propriedades de maior extensão, o texto determina que a ratificação de imóveis acima de 2.500 hectares passará por aprovação do Congresso Nacional.

Essa disposição visa garantir maior controle sobre as grandes áreas territoriais nas regiões de fronteira.

O mecanismo assegura que decisões sobre extensas propriedades tenham aval legislativo.

Processo legislativo

Durante a votação, o líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), retirou destaque apresentado ao texto, facilitando a aprovação da matéria.

Relator da proposta na Comissão de Agricultura (CRA), o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) disse que a aprovação do projeto é um ato de justiça e garantia do direito de propriedade ao produtor rural.

Essas manifestações indicam amplo apoio à iniciativa no âmbito senatorial.

Apoio parlamentar

Também manifestaram apoio ao projeto os senadores Oriovisto Guimaraes (PSDB-PR), Chico Rodrigues (PSB-RR) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

O consenso entre parlamentares de diferentes partidos sugere que a matéria tem caráter transversal.

Agora, a proposta segue para exame dos deputados federais.

Alcance territorial da medida

O texto afeta 11 estados da Federação que estão em área de fronteira, abrangendo uma extensão territorial significativa.

A medida alcança 140 milhões de hectares, representando substancial parcela do território nacional.

Essas áreas possuem características especiais devido à localização geográfica.

Municípios envolvidos

No total, 588 municípios brasileiros estão em faixa de fronteira, incluindo 28 localidades no Mato Grosso.

A distribuição abrange diferentes regiões do país, com concentração na Amazônia Legal e no Centro-Oeste.

A diversidade de realidades municipais exigirá adaptações específicas.

Próximos passos

Com a volta para a Câmara dos Deputados, o projeto entrará na pauta de votação da casa.

Os parlamentares poderão manter o texto aprovado pelo Senado ou propor modificações.

Caso haja alterações, a matéria retornará ao Senado para nova análise.

Expectativas de tramitação

O processo de tramitação continuará seguindo os trâmites regimentais estabelecidos.

A expectativa é que a discussão avance rapidamente, dada a relevância do tema para o desenvolvimento regional.

A conclusão do processo legislativo trará maior segurança jurídica para proprietários rurais.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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