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Em Honra aos que Partiram, em Respeito aos que Ficaram

Um tributo aos policiais brasileiros e à coragem anônima que sustenta o país

Por Alfredo Scaff

Nos últimos dias, o Brasil assistiu, com um misto de apreensão e dor, mais uma operação policial no Rio de Janeiro. Entre tiros, sirenes e helicópteros sobrevoando comunidades, vidas foram ceifadas — vidas de criminosos, sim, mas também de policiais. Homens e mulheres que saíram de casa sem saber se voltariam. Alguns não voltaram.

Escrevo estas linhas não como advogado, nem como analista jurídico. Escrevo como quem já vestiu a farda, como quem já sentiu o peso de uma arma na cintura e o frio no estômago antes de uma operação.

Ser policial é acordar todos os dias disposto a enfrentar o que ninguém mais quer ver. É escolher estar na linha mais fina que separa a ordem do caos — e fazer isso sem aplausos, sem garantias e, muitas vezes, sem reconhecimento.

Cada policial que tombou nesta e em tantas outras operações tinha um nome, uma família, uma história.

Atrás do colete havia corações que batiam forte, mas seguiam firmes.

Atrás da farda, havia pais, mães, filhos, sonhos.

E é por eles — e por todos os que continuam — que escrevo com o mais profundo respeito.

A sociedade muitas vezes se lembra do policial apenas quando o vê na manchete. Mas raramente se lembra da madrugada silenciosa, do café apressado, do beijo na testa do filho antes de sair. Raramente se lembra que por trás da dureza do olhar há humanidade.

Esses homens e mulheres não são personagens de filme. São pessoas que escolheram servir — mesmo quando isso significa se colocar no caminho da morte.

Há quem critique, quem acuse, quem duvide.

Mas quem já ouviu o estalo seco de um disparo próximo, quem já sentiu o cheiro da pólvora e o medo na pele, sabe: coragem não é ausência de medo — é seguir em frente apesar dele.

Hoje, quero me dirigir aos que ainda estão nas ruas, nos plantões, nos morros, nas delegacias, e aos que não voltaram: vocês são os guardiões silenciosos de um país que ainda sonha com justiça.

E a vocês devemos algo que jamais poderemos pagar — o direito de dormir em paz.

Às famílias que choram seus entes perdidos, minha mais sincera solidariedade. Que saibam que o sacrifício deles não foi em vão. Cada vida que tombou defendendo a lei é uma semente de esperança plantada no solo da nossa história.

Que o Brasil aprenda que as forças policiais são para garantir a ordem e a paz. E que sua luta é contra o crime e não contra a sociedade.

Em memória dos que partiram.

Em gratidão aos que permanecem.


Alfredo Scaff – Presidente do MAI

Graduado em Direito pela PUC-SP, com especialização em Arbitragem e Negócios Internacionais pela Harvard. Conselheiro da Fecomércio-SP e da Associação Comercial. Ex-delegado de Polícia e juiz do Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo.

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**Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

Crédito da imagem em destaque: Acervo Próprio

Assessoria de Comunicação MAI
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O Movimento Advocacia Independente (MAI) é uma associação privada sediada em São Paulo, Brasil. Seu foco principal é a defesa de direitos sociais, atuando como uma organização voltada para a advocacia e questões jurídicas.
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