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Senado aprova MP do setor elétrico com mercado livre

Senado aprova MP do setor elétrico com mercado livre

Aprovação no Senado Federal

O Senado Federal aprovou a medida provisória que regulamenta a abertura do mercado livre de energia elétrica no Brasil. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, conduziu os trabalhos.

A votação ocorreu após tramitação em comissões mistas, com ajustes significativos no texto original. Entre as mudanças, destaca-se a retirada da contratação compulsória de usinas térmicas a gás natural.

Negociações na comissão mista

Foram estabelecidos acordos sobre índices de correção para contratos e investimentos em pequenas centrais hidrelétricas. Esses pontos foram negociados para garantir a aprovação do relatório na comissão mista.

O deputado Fernando Coelho Filho, da União-PE, presidiu os trabalhos da comissão mista. Sua atuação foi fundamental para mediar debates entre governo e oposição.

Cronograma de implantação do mercado livre

A implantação seguirá um cronograma definido pelo projeto aprovado:

  • Indústria e comércio: abertura após dois anos da entrada em vigor da lei
  • Consumidores residenciais: acesso em três anos, em fase posterior

Essa escalonagem busca evitar impactos bruscos no sistema elétrico nacional. A medida visa aumentar a competitividade e oferecer mais opções aos consumidores.

Mecanismos de precificação

Atualmente, o preço de referência é calculado mensalmente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O cálculo considera:

  • Médias mensais das cotações do petróleo de referência
  • Médias mensais das cotações de derivado
  • Diferencial de qualidade incorporado aos valores médios

Esse mecanismo serve como base para transações no setor energético. O texto aprovado não alterou essa metodologia de cálculo.

Acordos e ajustes no texto

O acordo que permitiu a aprovação do relatório incluiu:

  • Ajustes sobre índices de correção para contratos
  • Regras para investimentos em pequenas centrais hidrelétricas (PCHs)
  • Retirada da contratação compulsória de usinas térmicas a gás natural

Participação parlamentar

O deputado Isnaldo Bulhões Jr., do MDB-AL, participou ativamente das discussões. O senador Izalci Lucas, do PL-DF, defendeu alterações no texto original.

Essa mudança foi considerada essencial para obter apoio de setores ambientalistas. O processo demonstrou a necessidade de consenso em matérias complexas.

Destinação de recursos para o setor

Pelo texto aprovado, 100% da receita das outorgas de concessão de hidrelétricas será destinada à CDE nos próximos sete anos. O aporte será superior a R$ 15 bilhões no fundo setorial.

Conta de Desenvolvimento Energético (CDE)

A CDE é um instrumento importante para o setor elétrico. Seu reforço permitirá investimentos em:

  • Infraestrutura
  • Inovação tecnológica

Essa destinação representa um avanço significativo para políticas públicas no setor.

Proteção a energias renováveis

Outra mudança foi a aprovação de uma emenda que assegura o ressarcimento pelo curtailment de energia eólica e solar. Curtailment é o corte ou limitação da produção de energia.

Mecanismo de ressarcimento

Essa medida busca proteger investidores em energias limpas contra perdas financeiras. O mecanismo foi incluído para dar mais segurança jurídica ao setor.

Espera-se estimular novos investimentos em fontes renováveis com essa proteção.

Próximos passos

A aprovação da medida provisória representa um marco na modernização do setor elétrico brasileiro. Os próximos passos envolvem a regulamentação detalhada das novas regras.

O processo continuará sob acompanhamento do Congresso Nacional.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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