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Pai absolvido por matar estuprador da filha em Minas Gerais

Pai absolvido por matar estuprador da filha em Minas Gerais

Um pai foi absolvido pelo Tribunal do Júri em Minas Gerais após matar o padrasto suspeito de estuprar sua filha. O julgamento ocorreu nessa terça-feira (2). A defesa argumentou que o réu agiu para proteger a filha.

O julgamento e a absolvição

O Conselho de Sentença acolheu a tese da defesa e absolveu o pai. Se os jurados tivessem acolhido o pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o acusado poderia pegar uma pena de até 30 anos, já que o órgão pediu a condenação dele por homicídio qualificado pelo recurso da defesa da vítima. A decisão foi recebida com emoção no plenário.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.direitonews.com.br

O histórico do caso

O caso começou em 2002, quando a ex-esposa se separou dele para morar com um outro homem. Na época, eles tinham uma menina de colo. Desde então, o pai era proibido de ter contato com a própria filha. Essa separação forçada marcou o início de uma longa história de sofrimento.

Os abusos contra a filha

Quando a menina completou 12 anos, ela passou a ser abusada pelo padrasto. Aos 18 anos, ele obrigou a enteada a sair da casa onde viviam para ir morar apenas com ele em Pimenta, também na Região Oeste de Minas Gerais. A situação de abuso se prolongou por anos, sem que o pai biológico pudesse intervir.

O desfecho trágico

Pouco tempo depois, em 2020, o pai da menina resolveu colocar um fim nessa situação e foi até a casa onde ela vivia com o homem. A ideia era tirar a jovem de lá, mas, ao falar isso para o suspeito, ele ficou resistente. O pai da vítima, então, fez os disparos que culminaram na morte do padrasto. O ato foi motivado pela tentativa de resgatar a filha do ambiente de abuso.

Análise jurídica

O caso levanta questões sobre a legítima defesa de terceiros e o estado de necessidade. A absolvição pelo júri popular reflete a compreensão social de que o pai agiu sob forte emoção e para proteger a filha, mas cada caso é analisado individualmente.

Por Rebeca Nicholls e Renato Rios Neto Fonte: @itatiaiaoficial

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Assessoria de Comunicação MAI
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