Silêncio frustra parlamentares na CPMI
Milton Baptista de Souza Filho, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), manteve silêncio durante depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta quinta-feira (9).
A postura do representante sindical frustrou os parlamentares presentes na sessão, que esperavam esclarecimentos sobre as investigações em curso.
O presidente da CPMI do INSS é o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que conduziu os trabalhos.
Proteção judicial do STF
Além disso, o silêncio de Baptista foi respaldado por um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida protege o depoente contra eventual prisão durante a oitiva e o dispensa de obrigações típicas de convocados.
Em contraste, a decisão do STF gerou críticas entre os parlamentares, que questionaram o entendimento da Corte.
Críticas de senadoras ao depoente
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) lamentou a postura do depoente durante a sessão.
Ela destacou a importância da continuidade dos trabalhos da comissão, enfatizando que é dever do Parlamento investigar até o fim, identificar os responsáveis e exigir punição exemplar.
Por outro lado, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) foi crítica à conduta de Baptista, ressaltando que a investigação da CPMI vai além dos depoimentos presenciais.
Quebra de sigilo do sindicato
Nesse contexto, a quebra de sigilo do sindicato já chegou, conforme informações disponíveis.
A medida amplia as possibilidades de apuração, mesmo com a resistência de testemunhas.
Dessa forma, os parlamentares buscam alternativas para avançar nas investigações.
Questionamentos sobre decisão do STF
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) questionou “Onde vamos parar?” em referência ao entendimento do STF.
Ele reprovou a decisão que permitiu o silêncio de Baptista, argumentando que isso pode prejudicar o andamento das apurações.
Em resposta, outros parlamentares expressaram preocupação com o precedente criado pela medida judicial.
Independência das investigações
Ademais, a quebra de sigilo já implementada demonstra que a comissão não depende exclusivamente dos depoimentos.
Isso reforça a determinação dos investigadores em prosseguir com os trabalhos, independentemente das posturas individuais.
Momento de ruptura no silêncio
Baptista quebrou o silêncio ao responder ao deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
Na ocasião, ele afirmou que Frei Chico nunca teve papel administrativo no sindicato, apenas político.
Complementando, Baptista disse que Frei Chico não precisou abrir qualquer porta do governo, buscando esclarecer aspectos da atuação sindical.
Frustração mantida
Essa intervenção pontual, no entanto, não alterou a percepção geral de frustração entre os parlamentares.
A postura predominante de silêncio continuou a ser o centro das discussões, com senadores insistindo na necessidade de colaboração.
Perspectivas para a investigação
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ressaltou que a investigação da CPMI vai além dos depoimentos presenciais, indicando que outras fontes de informação estão sendo utilizadas.
Da mesma forma, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que é dever do Parlamento investigar até o fim, reforçando o compromisso com a apuração completa.
Expectativas dos parlamentares
Por fim, a quebra de sigilo já chegada ao sindicato sugere que novos elementos podem emergir nas próximas etapas.
Os parlamentares mantêm a expectativa de que as investigações avancem, apesar dos obstáculos encontrados.
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