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Promotor cai em júri e acusa advogado de agressão

Promotor cai em júri e acusa advogado de agressão

Incidente interrompe sessão do Tribunal do Júri

Uma sessão do Tribunal do Júri foi interrompida após o promotor de Justiça Thomas Mohyico Yabiku cair no plenário e acusar o advogado Renato Soares de tê-lo empurrado. O episódio ocorreu durante o julgamento de um réu acusado de homicídio. Diante da confusão e da impossibilidade de prosseguimento da sessão, o juiz dissolveu o Conselho de Sentença.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.direitonews.com.br

Versões divergentes sobre a queda

As versões sobre o ocorrido são divergentes. O promotor afirma ter sido empurrado pelo advogado. A defesa nega qualquer agressão e sustenta que Yabiku simulou a queda.

Relato do promotor

Segundo a ata da sessão, o promotor relatou que o advogado teria gritado e o empurrado com o corpo, provocando sua queda.

Versão da defesa

Já a defesa registrou versão diferente, segundo a qual Yabiku teria se aproximado da bancada de forma ostensiva e, em seguida, se lançado ao chão.

Comparação com Neymar gera polêmica

Em entrevista ao g1, Renato Soares voltou a negar ter encostado no promotor e comparou a queda a uma simulação “à la Neymar”. A referência ao jogador de futebol, conhecido por lances em que cai após contatos mínimos, foi usada para sugerir que o promotor teria exagerado ou forjado a queda.

Posicionamento do Ministério Público

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP/SP) divulgou nota em apoio ao promotor e afirmou que um dos defensores teria se colocado de forma agressiva à frente de Yabiku e o empurrado com o corpo. A instituição informou ainda que os fatos serão apurados pelos órgãos competentes.

Discussão com advogado que filmava a cena

Em outro momento, o membro do MP teria discutido com o advogado Mauro Ribas Junior, que estava na plateia e havia filmado a cena do promotor caindo. Yabiku diz que foi xingado por ele, que nega.

Repercussão e debate sobre ética no Júri

O caso ganhou repercussão e reacendeu o debate sobre o respeito entre as partes no Tribunal do Júri. A dissolução do Conselho de Sentença implica a realização de novo julgamento, o que pode atrasar a prestação jurisdicional. Novo julgamento foi marcado para 18 de março de 2027.

Desagravo institucional

Em desagravo ao promotor de Justiça Thomas Mohyico Yabiku, o MP/SP manifestou solidariedade e reforçou a necessidade de apuração rigorosa. A nota institucional destaca que condutas incompatíveis com o exercício profissional serão devidamente investigadas.

Questões éticas e disciplinares

O episódio levanta questões sobre a ética e a urbanidade no ambiente forense. Advogados e membros do Ministério Público devem manter o decoro, sob pena de responsabilização disciplinar. A filmagem feita por Mauro Ribas Junior poderá ser utilizada como prova nos procedimentos investigatórios.

Análise das contradições

A defesa de Renato Soares sustenta que não houve contato físico e que a queda foi voluntária. A versão do promotor, por sua vez, aponta para uma agressão que teria comprometido a continuidade da sessão. As contradições serão analisadas pelas autoridades competentes.

Impacto no julgamento

O Tribunal do Júri é um espaço de intensa argumentação, mas exige equilíbrio emocional. Incidentes como esse podem influenciar a percepção dos jurados e comprometer a imparcialidade do julgamento. A dissolução do conselho é medida extrema, prevista no Código de Processo Penal, quando não há condições de prosseguir.

Alerta para operadores do Direito

Para os operadores do Direito, o caso serve de alerta sobre os limites da atuação em plenário. A conduta de cada parte deve pautar-se pelo respeito mútuo e pela busca da justiça. O novo julgamento, marcado para 2027, deverá ocorrer em ambiente de normalidade.

Investigações em andamento

A fonte não detalhou se houve registro de ocorrência policial ou representação disciplinar até o momento. O MP/SP informou que os fatos serão apurados pelos órgãos competentes, sem especificar prazos ou procedimentos.

Defesa reforça negação

O advogado Renato Soares, em sua defesa, enfatizou que não encostou no promotor e que a comparação com Neymar visa ilustrar a suposta simulação. A defesa também registrou na ata a versão de que Yabiku se aproximou de forma ostensiva e se lançou ao chão.

Acusação de ofensas

O promotor Thomas Mohyico Yabiku, por sua vez, relatou ter sido xingado por Mauro Ribas Junior, que filmava a cena. Ribas Junior nega as ofensas. A discussão teria ocorrido após a queda, agravando o clima de tensão.

Posicionamento institucional do MP/SP

A atuação do MP/SP em desagravo ao promotor demonstra o posicionamento institucional de defesa de seus membros. A nota pública reforça a confiança na versão do promotor e anuncia apuração dos fatos.

Importância da ata da sessão

O caso também evidencia a importância da ata da sessão como documento oficial. Nela, constam os relatos divergentes, que servirão de base para as investigações. A ata é peça fundamental para a reconstrução dos acontecimentos.

Recomendações para advogados no Júri

Para os advogados que atuam no Júri, o episódio ressalta a necessidade de cautela e documentação. Qualquer incidente deve ser imediatamente registrado em ata, com a descrição fiel dos fatos. A filmagem por terceiros pode ser admitida como prova, desde que respeitadas as regras processuais.

Próximo julgamento

O novo julgamento, designado para 18 de março de 2027, será conduzido por outro Conselho de Sentença. O réu aguardará em liberdade ou prisão, conforme a decisão judicial. A fonte não detalhou a situação processual do acusado.

Situação do promotor

O MP/SP não informou se o promotor será afastado do caso ou se continuará atuando. A apuração dos fatos poderá resultar em medidas disciplinares contra os envolvidos, caso comprovadas as condutas alegadas.

Conclusão

Em resumo, o incidente no Tribunal do Júri expõe a fragilidade das relações entre acusação e defesa em casos de alta carga emocional. A divergência de versões exigirá investigação minuciosa. A sociedade aguarda esclarecimentos e a retomada do julgamento em 2027.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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