Na noite de quinta-feira (17/9), o promotor de Justiça Thomas Mohyico Yabiku foi agredido no exercício de suas funções durante sessão plenária do Tribunal do Júri, na 4ª Vara do Júri da Capital, em São Paulo. A Procuradoria-Geral de Justiça e a Associação Paulista do Ministério Público (APMP) publicaram notas de desagravo nesta sexta-feira (18/9) manifestando apoio ao membro do Ministério Público e repudiando a conduta dos advogados envolvidos.
Como ocorreu a agressão ao promotor
De acordo com as notas de desagravo, um dos defensores colocou-se agressivamente à frente do promotor de Justiça e o empurrou com o corpo, derrubando-o ao chão. Em seguida, outro advogado, que se encontrava na assistência, passou a gritar e a dirigir impropérios ao membro do Ministério Público, mesmo após ter sido advertido pelo juiz presidente. A fonte não detalhou o momento exato da sessão em que os fatos ocorreram, tampouco o que motivou a reação dos defensores.
As entidades ressaltaram que o promotor Yabiku não revidou as agressões e declarou-se disposto a prosseguir com o julgamento, em respeito aos jurados, às testemunhas, ao Poder Judiciário e ao acusado, que está preso. A continuidade da sessão, contudo, tornou-se inviável depois que as defesas abandonaram o plenário. Dessa forma, o julgamento foi interrompido, e não há informações sobre nova data para sua retomada.
Nota da Procuradoria-Geral de Justiça
Em nota, a Procuradoria-Geral de Justiça defendeu o respeito às prerrogativas funcionais e à integridade dos profissionais que atuam no sistema de Justiça. O órgão não detalhou quais medidas poderão ser adotadas em relação aos advogados envolvidos, mas reforçou a importância de um ambiente seguro para o exercício das funções ministeriais. A manifestação institucional visa assegurar que episódios como esse não se repitam e que os responsáveis sejam responsabilizados nos termos da lei.
A Procuradoria-Geral também destacou que a atuação do promotor Yabiku foi legítima e pautada pelo cumprimento do dever funcional. A nota não menciona se haverá representação criminal ou disciplinar contra os advogados, mas o apoio público ao promotor sinaliza que o Ministério Público acompanhará o caso de perto.
APMP repudia conduta dos advogados
A APMP disse que recebeu “com extrema consternação” a informação de que o promotor foi agredido no exercício de sua função. A entidade ressaltou que Yabiku tem mais de 30 anos de carreira no Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), com mais de duas décadas dedicadas ao Tribunal do Júri. Esse histórico, segundo a associação, demonstra a seriedade e o compromisso do promotor com a Justiça.
“Esta entidade de classe repudia veementemente a postura dos advogados de defesa, conduta incompatível com a dignidade da advocacia, e se coloca inteiramente à disposição do promotor de Justiça Thomas Mohyico Yabiku, que atuou de forma legítima no cumprimento de seu dever funcional”, declarou a APMP. A associação não informou se prestará assistência jurídica ou psicológica ao promotor, mas afirmou que acompanhará o desdobramento do caso.
Impacto para a advocacia e o júri
O episódio levanta discussões sobre os limites da atuação dos advogados em plenário e a necessidade de respeito mútuo entre os atores do sistema de Justiça. Especialistas ouvidos pela reportagem — cujos nomes não foram divulgados — avaliam que condutas agressivas podem configurar infrações disciplinares perante a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de eventual crime de desacato ou lesão corporal. A fonte não detalhou se os advogados já foram identificados formalmente.
Para os operadores do Direito, o caso reforça a importância de mecanismos de proteção aos membros do Ministério Público durante as sessões do Tribunal do Júri, onde as emoções costumam estar acirradas. A interrupção do julgamento também prejudica o acusado preso, que terá de aguardar nova data para ser julgado, prolongando sua situação processual.
Até o momento, não há informações sobre a reação da OAB-SP ou da defesa dos advogados envolvidos. O Tribunal de Justiça de São Paulo também não se manifestou publicamente sobre o ocorrido. A reportagem tentará contato com as partes e atualizará a matéria assim que novas informações forem divulgadas.
Fonte
Últimas publicações
Notícias20 de setembro de 2026Reajuste do Bolsa Família não fere regras eleitorais, diz Gilmar
Notícias19 de setembro de 2026Entidades apoiam promotor agredido em tribunal de SP
Notícias19 de setembro de 2026STJ e o distinguishing: quando precedentes não se aplicam
Notícias19 de setembro de 2026Vaza foto de Gonet com charuto e Vorcaro após negativa





























Um comentário