O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, defendeu nesta semana a necessidade de “reconstruir os caminhos do Brasil, a começar pela reforma imediata do Judiciário”. A declaração foi feita durante reunião do Colégio de Presidentes das seccionais, em Brasília, ao conclamar a união dos representantes da advocacia em torno de pautas institucionais. Simonetti reforçou que a entidade não pode perder de vista sua legitimidade e independência, especialmente em momentos de crise.
Independência e legitimidade como pilares da OAB
Para Simonetti, em momentos difíceis, a OAB não pode perder de vista que a força da Ordem está na legitimidade e na independência de seus órgãos deliberativos. Ele destacou que o Colégio de Presidentes tem enorme importância na construção dos caminhos institucionais da Ordem e que as seccionais representam a advocacia em cada região do País.
“É neste Plenário que reside a instância máxima de deliberação da advocacia brasileira”, pontuou. A fala reforça o papel das seccionais como base da representação da classe.
Mecanismos permanentes contra o desgaste institucional
Ao conclamar a união dos representantes da OAB, Simonetti afirmou que é necessário construir mecanismos permanentes para que o País não seja novamente submetido a tamanho desgaste de suas instituições. O presidente não detalhou quais seriam esses mecanismos, mas indicou que a reforma do Judiciário é o ponto de partida.
A proposta surge em um contexto de questionamentos sobre a atuação de órgãos judiciais e a necessidade de aprimoramento do sistema de justiça.
OAB ao lado da Constituição e da sociedade
Beto Simonetti afirmou que a Ordem está ao lado da sociedade, ao lado da Constituição e exigindo investigação, transparência e responsabilidade. Segundo o presidente, a entidade defende o direito de defesa, protegendo as instituições sem proteger pessoas e enfrentando os erros sem destruir aquilo que levou gerações para construir.
A declaração sinaliza uma postura de equilíbrio entre a defesa das prerrogativas e a cobrança por correção de rumos.
Sem servir a governos ou oposições
Simonetti também ressaltou que a OAB não permitirá que suas manifestações institucionais sejam transformadas em instrumento de disputa partidária, eleitoral ou de projetos pessoais de poder.
“Não serviremos a governos. Não serviremos a oposições. Não serviremos às redes sociais. Serviremos à Constituição, à advocacia e ao Brasil”, afirmou. A fala busca blindar a entidade de pressões políticas e preservar sua atuação técnica.
Caso Banco Master e aprofundamento da análise
Segundo Simonetti, com o recente levantamento de sigilos dos autos relacionados ao caso Banco Master, a comissão constituída pela OAB para examinar os fatos poderá aprofundar imediatamente o seu trabalho, examinar documentos e circunstâncias e apresentar ao Conselho Pleno um parecer técnico, independente e isento.
O caso envolve investigações sobre irregularidades no banco e tem gerado debates sobre a atuação do Judiciário. A fonte não detalhou o cronograma para apresentação do parecer.
A fala de Simonetti ocorre em um momento de intensa discussão sobre a necessidade de reformas estruturais no sistema de justiça brasileiro. A OAB, como representante da advocacia, posiciona-se como ator central nesse debate, defendendo mudanças que fortaleçam as instituições sem comprometer a independência do Judiciário. A expectativa é que o parecer da comissão sobre o caso Banco Master traga subsídios para as propostas de reforma.
Fonte
- www.direitonews.com.br
- Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (fenaj.org.br)
- Assine aqui. (pay.hub.la)
Últimas publicações
Notícias15 de setembro de 2026OAB defende reforma do Judiciário após caso Banco Master
Notícias14 de setembro de 2026TST admite adesão a PDV durante aviso prévio indenizado
Notícias14 de setembro de 2026RAD na reforma tributária pode sufocar fornecedor
Notícias14 de setembro de 2026Reforma tributária: governança é o maior impacto



























