Negociação com setores impactados pelo Imposto Seletivo
O Ministério da Fazenda planeja negociar com setores que serão impactados pelo Imposto Seletivo (IS), conforme afirmou o ministro Dario Durigan em entrevista exclusiva ao JOTA na sexta-feira (19). O objetivo é firmar um acordo para evitar que o projeto de lei enviado ao Congresso com as alíquotas enfrente resistência, como noticiam Marianna Holanda e Fábio Pupo no JOTA PRO Poder.
O IS foi criado pela reforma tributária para incidir sobre produtos nocivos à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas, petróleo e mercado de apostas. O tema é sensível porque, apesar de ter sido acordado com o Congresso, o imposto pode alimentar o discurso da oposição de que o governo Lula cria tributos em excesso.
Durigan explicou que a estratégia é replicar no IS alíquotas próximas às do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), para evitar aumento da carga tributária. A Fazenda trabalha para cumprir o cronograma e iniciar a cobrança em janeiro de 2027.
Cronograma e tramitação no Congresso
Para que a cobrança comece na data prevista, as alíquotas precisam ser aprovadas até outubro deste ano — o que pode fazer com que a tramitação coincida com a campanha eleitoral. A não entrada em vigor do IS em 1º de janeiro significaria uma desoneração dos itens sujeitos ao tributo, já que o IPI será zerado para a maioria deles na data.
Na entrevista ao JOTA, Durigan também afirmou que trabalha para costurar com o Congresso uma proposta que eleva o teto de faturamento dos MEIs para R$ 130 mil ao ano.
Outros destaques da semana
Colômbia: apuração apertada
Na Colômbia, apuração preliminar indica vitória apertada do candidato de direita Abelardo De la Espriella sobre Iván Cepeda, aliado do atual presidente Gustavo Petro.
EUA e Irã: ameaças e negociações
Donald Trump fez ameaças em sua rede social no domingo (21), mesmo dia em que os EUA e o Irã realizavam a primeira rodada de negociações de paz. O presidente americano ameaçou retomar ataques ao Irã se o país não conter a atuação do Hezbollah no Líbano. A declaração ocorreu em meio a preocupações de que confrontos entre o Hezbollah e Israel compliquem as conversas. Apesar de criado no Líbano, o Hezbollah é essencialmente financiado por Teerã. Trump chamou o grupo de ‘proxies bem pagos’ do Irã.
Os EUA e o Irã concordaram, na semana passada, com um cessar-fogo inicial de 60 dias — mas ainda precisam negociar os termos para transformar a pausa em um acordo de paz definitivo.
PEC do fim da escala 6×1 no Senado
Sem força para impedir o avanço da PEC do fim da escala 6×1, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), agora tenta ganhar tempo, alterar o texto e adiar os efeitos da eventual aprovação.
Fonte
- www.jota.info
- FAQ (inteligencia.jota.info)
- Contato (portal.jota.info)
- Trabalhe Conosco (carreira.inhire.com.br)
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