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Deolane processa banco após irmã ser impedida de sacar R$ 1 milhão

Deolane processa banco após irmã ser impedida de sacar R$ 1 milhão

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra ajuizou ação cível contra o Banco Itaú após sua irmã, Dayanne Bezerra, ser impedida de sacar R$ 1 milhão em uma agência bancária. O caso ocorreu em 24 de novembro de 2023, quando funcionários da instituição barraram o saque sob alegação de “atipicidade de uma operação daquela natureza”, suspeitando de lavagem de dinheiro. A negativa motivou a influenciadora a recorrer ao Judiciário.

Bloqueio de contas e prazo para encerramento

Na época, Deolane possuía cerca de R$ 10 milhões investidos no banco. O Itaú concedeu a ela e seus familiares prazo até 14 de janeiro para encerramento definitivo das contas. A decisão ocorreu em meio a investigações sobre movimentações financeiras atípicas.

Movimentações financeiras e declarações de IR

Documentos apontam que a influenciadora movimentou R$ 7.665.194,62 em créditos efetivos, enquanto declarou R$ 577.945,46 no Imposto de Renda — diferença de R$ 6.534.289,15. Dayanne e a mãe, Solange Bezerra, apresentam movimentações mensais na ordem de milhões de reais, em “aparente dissintonia com as rendas formalmente declaradas”.

Defesa nega envolvimento com ilícitos

A defesa de Deolane e seus familiares negou qualquer envolvimento com atividades ilícitas, afirmando que o patrimônio é fruto de atividades profissionais lícitas e de sua atuação nas redes sociais. A defesa ressaltou a inocência da advogada e afirmou que “os fatos serão devidamente esclarecidos por esta”. Deolane chegou a ironizar as suspeitas de ligação com o crime organizado.

Dayanne Bezerra se manifesta

Dayanne Bezerra disse que “acusações injustas exige coragem, força e confiança de que a Justiça prevalece”. Ela também afirmou: “minha irmã é inocente”.

Operação Vérnix e outros alvos

O caso está relacionado à Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro e organização criminosa. Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. Everton de Souza (vulgo Player) foi preso, indicado como operador financeiro da organização. Ele aparece em mensagens interceptadas dando orientações sobre distribuição de dinheiro da transportadora de cargas controlada pela família de Marcola e indicando contas de destino.

Outros alvos da operação incluem o irmão de Marcola, Alejandro Camacho, e os sobrinhos dele, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, que está em Madri. Leonardo, sobrinho de Marcola, era outro alvo de prisão, apontado como destinatário do dinheiro lavado e que estaria na Bolívia.

Marcola e Alejandro Camacho estão presos na Penitenciária Federal de Brasília e serão comunicados sobre a nova ordem de prisão preventiva. O advogado Bruno Ferullo, que defende Marcola, afirmou que ainda vai se inteirar do caso. O influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, considerado filho de criação por Deolane, e um contador foram alvos de busca e apreensão.

Bloqueio de bens e valores

Foi determinado o bloqueio de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões e R$ 357,5 milhões em bloqueios financeiros dos investigados. A ação cível de Deolane contra o Itaú segue em andamento, enquanto as investigações criminais prosseguem.

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Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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