A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ajuizou ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida provisória que extinguiu a chamada ‘taxa das blusinhas’ — tributação de compras internacionais de pequeno valor. A entidade pede a anulação da MP, sob o argumento de que o Executivo teria invadido a competência do Legislativo ao editá-la durante a tramitação de projetos de lei sobre o mesmo tema. A ação questiona a constitucionalidade do ato e aponta violação ao devido processo legislativo.
Alegação de invasão de competência
A CNI afirma que a edição da medida provisória durante a tramitação de projetos de lei sobre o mesmo tema representa afronta à separação dos poderes e ao devido processo legislativo. Segundo a ação, o Executivo “capturou” um espaço decisório já ocupado pelo Legislativo. Para a confederação, a medida provisória teria desrespeitado o princípio da separação dos poderes ao avançar sobre matéria em discussão no Congresso Nacional. A entidade sustenta que a edição da MP configuraria interferência indevida do Poder Executivo no processo legislativo.
Impactos econômicos e empregos
A CNI estima que a tributação das compras internacionais de pequeno valor preservou cerca de 135 mil empregos. Além disso, a entidade calcula que a medida gerou impacto de R$ 19,7 bilhões na economia brasileira. Esses números são utilizados pela confederação para demonstrar a relevância da tributação para a indústria nacional e para o mercado de trabalho. A ação busca demonstrar que a extinção da taxa poderia trazer prejuízos significativos ao setor produtivo.
Contexto da reportagem
As informações constam em reportagem publicada no Anuário do Executivo Brasil 2026. A versão impressa do anuário está à venda. A publicação reúne dados e análises sobre o cenário político e econômico do país, incluindo a atuação do Executivo em temas como a tributação de importações.
A ação da CNI no STF ainda aguarda manifestação do relator. O caso deverá ser analisado pelo Plenário da Corte, que decidirá sobre a constitucionalidade da medida provisória. Enquanto isso, a ‘taxa das blusinhas’ segue extinta, gerando debates sobre os impactos para a indústria e o comércio eletrônico.
Fonte
Últimas publicações
Notícias22 de julho de 2026Câmara nega irregularidades em emendas ao STF
Notícias21 de julho de 2026Juíza multa ré por jurisprudência falsa gerada por IA
Notícias21 de julho de 2026PGR defende doações públicas com contrapartidas no defeso eleitoral
Notícias21 de julho de 2026Reforma tributária: incertezas sobre alíquotas e risco eleitoral



























