Decisão judicial determina arquivamento de inquérito contra vereador
A Justiça do Rio de Janeiro determinou o trancamento do inquérito policial contra o vereador Salvino Oliveira Barbosa (PSD). A decisão, assinada pelo juiz Renan de Freitas Ongaratto, da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do TJRJ, ordenou o arquivamento das diligências e criticou duramente a conduta da Polícia Civil na investigação.
Vídeo: @SalvinoOliveir1 via X/Twitter
Prisão e soltura relâmpago
Salvino Oliveira Barbosa, ex-secretário municipal da Juventude na gestão do então prefeito Eduardo Paes (PSD), foi preso em 11 de março. A Polícia Civil alegou envolvimento do vereador com o Comando Vermelho (CV). Dois dias após a prisão, a Justiça determinou a soltura. Eduardo Paes criticou a ação policial e denunciou perseguição política. Uma semana depois da prisão de Salvino, Paes renunciou ao cargo de prefeito.
Fragilidade das provas
O juiz Renan de Freitas Ongaratto verificou irregularidades na condução das investigações. A Polícia Civil usou como evidência o fato de o nome de Salvino ter sido citado por terceiros em uma conversa de WhatsApp. Um dos interlocutores era Edgar Alves de Andrade, o Doca, líder do CV. A conversa ocorreu em 25 de março de 2025. O magistrado afirmou que não há qualquer outro elemento concreto que indique conduta criminosa do investigado.
Irregularidades na investigação
Conduções coercitivas e interrogatórios sem advogado
O juiz listou mandados de condução coercitiva contra pessoas próximas ao investigado, incluindo pastores de sua igreja e avós. Os avós do vereador foram submetidos a interrogatórios sem a presença de advogados.
Depósito suspeito e justificativa
A Polícia Civil apontou que Salvino recebeu um depósito suspeito de R$ 100 mil. Ele justificou a origem como prêmio da ONU por sua atuação social. Diante do conjunto, o juiz afirmou que não há justa causa para a continuidade das investigações.
Contexto político
Salvino Oliveira Barbosa foi eleito em 2024 e está no primeiro mandato como vereador. Eduardo Paes, que renunciou à prefeitura, deve enfrentar nas urnas, em outubro, o deputado estadual Douglas Ruas (PL). A decisão judicial encerra, por ora, o inquérito contra o vereador, mas o caso segue repercutindo no cenário político carioca.
Fonte
- Agência Brasil
- TSE torna inelegível ex-governador do Rio Cláudio Castro (www.tse.jus.br)
- Rádios: Ouça ao vivo: Atlético-MG e Botafogo se enfrentam em Belo Horizonte (radios.ebc.com.br)
- TV Brasil: Renda do brasileiro cresce acima da inflação e bate mais um recorde (tvbrasil.ebc.com.br)
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