Golpistas usam identidade de advogada em fraudes via WhatsApp
Criminosos criaram contas no WhatsApp utilizando o nome e a fotografia da advogada Vitória Santos. O objetivo era enganar os clientes da profissional, solicitando transferências bancárias fraudulentas.
Em um dos casos documentados, uma das vítimas teve prejuízo de aproximadamente R$ 3 mil. A ação criminosa causou danos financeiros diretos e abalou a confiança na advogada.
Impacto na reputação profissional
A situação expôs vulnerabilidades na segurança de plataformas digitais, que podem ser exploradas por agentes mal-intencionados. A seguir, veja como a advogada buscou resolver o problema.
Denúncias à empresa não tiveram resposta imediata
Vitória Santos adotou múltiplas medidas para combater as fraudes:
- Realizou denúncias pelos mecanismos oficiais do aplicativo
- Enviou e-mail ao suporte da companhia
- Registrou boletins de ocorrência para documentar o crime
A empresa, no entanto, não respondeu nem solucionou o problema de imediato, conforme relatos da profissional.
Consequências da demora
A falta de ação prolongou a exposição ao risco, permitindo que os golpistas continuassem suas atividades. A demora em atender às comunicações se tornou ponto central no processo judicial.
Justiça rejeita argumentos da empresa e estabelece responsabilidade
O relator do processo foi o juiz Leonardo Aprigio Chaves, que rejeitou os argumentos apresentados pela ré. A decisão se baseou em dois fundamentos jurídicos principais:
- Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça que reconhece responsabilidade solidária de empresas do mesmo grupo econômico
- Responsabilidade objetiva do fornecedor prevista no Código de Defesa do Consumidor, que independe de culpa
O magistrado destacou que bastava a demonstração do defeito para configurar a responsabilidade. A falha ficou comprovada pela ausência de atitude da plataforma em dar andamento às comunicações enviadas pela autora.
Demora gerou danos morais e justificou indenização
A sentença identificou múltiplos prejuízos decorrentes da demora da empresa:
- Manteve o risco de novas fraudes
- Gerou angústia para a profissional
- Afetou suas relações de trabalho
Os danos morais restaram configurados porque a advogada teve sua identidade utilizada para aplicação de golpes em seus clientes. Isso gerou desconfiança e constrangimento em suas relações profissionais.
Precedente importante
A advogada Vitória Santos atuou em causa própria no processo, buscando reparação pelos prejuízos sofridos. A condenação serve como alerta para outras plataformas sobre a necessidade de agilidade no combate a fraudes.
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