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Justiça de SC reduz pena de ex-companheiro quase pela metade

Justiça de SC reduz pena de ex-companheiro quase pela metade

A Justiça de Santa Catarina reduziu significativamente a pena do ex-companheiro de uma esteticista morta e concretada em Palhoça. O tribunal identificou problemas processuais que afetaram o direito de defesa do réu, resultando em diminuição de quase metade da punição original.

A decisão ocorre após análise de recursos apresentados pela defesa, que questionou fundamentos da sentença inicial.

Argumentos da defesa e revisão processual

Na defesa, os advogados Matheus Menna, Natália Veran Campos e Osvaldo Duncke apontaram a ocorrência de bis in idem, termo jurídico que significa dupla punição pelo mesmo fato. Além disso, a equipe de defesa alegou incompatibilidade de justificativas apresentadas pelo magistrado que proferiu a primeira sentença.

Esses argumentos foram centrais para o recurso que levou à revisão da pena.

Problemas identificados pela Justiça

A Justiça identificou que critérios subjetivos impediram a plenitude de defesa durante o processo original. Essa constatação foi determinante para a reavaliação do caso, conforme os registros do tribunal.

A análise técnica apontou que aspectos não objetivos influenciaram decisões anteriores, o que justificou a intervenção da instância superior.

Alteração específica na pena

No crime de ocultação de cadáver, especificamente, o aumento de metade sobre a pena-base foi reduzido para o padrão de 1/6. Essa alteração representa uma diminuição substancial na punição aplicada inicialmente para esse delito.

A correção segue parâmetros legais estabelecidos para casos similares na jurisprudência catarinense.

Histórico de violência doméstica

Esteticista morta em Palhoça havia recebido medida protetiva contra o ex-companheiro semanas antes do crime. Esse documento legal buscava garantir sua segurança após episódios de violência doméstica registrados anteriormente.

A proteção judicial foi obtida através de procedimento específico para situações de urgência.

Cronologia dos fatos anteriores

  • Em abril de 2024, Michele denunciou o ex-companheiro por violência doméstica e obteve uma medida protetiva de urgência.
  • A ação judicial ocorreu após relatos de agressões que colocavam em risco a integridade física da profissional.
  • No dia 16 daquele mês, ela pediu a revogação da proteção, conforme registros do processo.
  • No dia 12 de maio, a esteticista foi dada como desaparecida.
  • O sumiço ocorreu menos de um mês após a solicitação de revogação da medida protetiva.

Familiares e amigos acionaram as autoridades policiais quando não conseguiram localizá-la.

Descoberta do crime e prisão

Após nove dias de buscas, a Polícia Civil obteve autorização para vistoriar a casa em que a vítima vivia com o suspeito. O mandado judicial permitiu que os agentes adentrassem no imóvel onde ambos residiam.

A investigação seguia pistas sobre o paradeiro da profissional desaparecida.

Cena do crime

Na cozinha da residência, os agentes perceberam um ambiente com móveis amontoados e um piso recém-reformado. Essas características chamaram a atenção dos investigadores durante a vistoria.

As alterações na estrutura do local levantaram suspeitas sobre possíveis tentativas de ocultação de evidências.

Resultado da investigação

A descoberta levou à localização do corpo da esteticista, que havia sido concretado no próprio imóvel. O ex-companheiro foi preso em flagrante e indiciado pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

O caso gerou comoção na região metropolitana de Florianópolis.

Impacto da decisão judicial

A redução da pena representa uma revisão técnica baseada em aspectos processuais identificados pelo tribunal. A decisão não absolve o réu dos crimes, mas ajusta a punição aos parâmetros legais considerados adequados.

O processo segue em andamento, com possibilidade de novos recursos por ambas as partes.

Repercussões para a família

Para familiares da vítima, a alteração na sentença pode representar um revés na busca por justiça. Casos de violência doméstica com desfecho fatal costumam mobilizar debates sobre a eficácia do sistema de proteção às mulheres.

A medida protetiva obtida anteriormente não foi suficiente para evitar a tragédia.

Próximos passos no processo

Agora, com a pena reduzida quase pela metade, o caso retorna à discussão sobre a aplicação da lei em crimes graves. A defesa comemora a vitória processual, enquanto o Ministério Público avalia os próximos passos.

O desfecho judicial ainda não é definitivo, podendo sofrer alterações em novas instâncias.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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