Depoimento revela rotina de assédio no gabinete
A revista VEJA divulgou detalhes do caso com base em depoimento gravado ao CNJ. A ex-secretária, que teve a identidade preservada, afirmou: “Me senti suja”.
O relato traz à tona alegações graves sobre o ambiente de trabalho no gabinete do ministro Marco Buzzi.
Dinâmica dos episódios
A ex-secretária relatou que ficava sozinha com o ministro no início do expediente. As investidas começaram com elogios e evoluíram para toques físicos.
Essa dinâmica se repetiu em diferentes ocasiões, criando um padrão de comportamento. A situação se tornou insustentável com o passar do tempo.
Toques físicos ocorreram em várias áreas do gabinete
Buzzi passou a mão em suas nádegas em pelo menos quatro ocasiões. Os incidentes ocorreram em diferentes áreas:
- Sala do ministro
- Biblioteca
- Corredor interno
- Espaço anexo
Essa dispersão geográfica sugere que os episódios não se limitaram a um único local. A frequência e variedade dos ambientes intensificaram o constrangimento.
Episódio específico com reação da vítima
Em uma das ocasiões, Buzzi teria apertado a vítima com força. A mulher reagiu e afastou o ministro.
Diante da reação, Buzzi teria recuado e pedido desculpas. Esse momento marcou um ponto de virada na percepção da gravidade.
Necessidade financeira manteve vítima no cargo
A mulher afirma que era a única provedora da família. Por essa razão, ela permaneceu no cargo por necessidade financeira.
A dependência econômica criou um dilema entre sua segurança e o sustento dos seus. Essa situação é comum em casos de assédio no ambiente profissional.
Busca por ajuda interna
A secretária procurou a chefe de gabinete de Buzzi para relatar o problema. A chefe de gabinete disse que a única alternativa seria mudar de horário para evitar o ministro.
Essa sugestão transferiu a responsabilidade do ajuste para a vítima. A solução proposta não abordou a raiz do comportamento inadequado.
Problemas de saúde e saída do gabinete
A ex-servidora entrou em depressão após os episódios recorrentes. Ela também desenvolveu problemas de saúde, incluindo perda parcial da visão.
Essas condições foram agravadas pelo estresse constante no ambiente de trabalho. O impacto psicológico e físico se tornou evidente.
Decisão de deixar o cargo
Diante do agravamento, a ex-servidora pediu para deixar o gabinete. A decisão de sair veio após suportar a situação por um período.
A mudança representou um alívio, mas também trouxe incertezas sobre seu futuro profissional. O processo de recuperação exigiu tempo e apoio.
Denúncia surgiu após outro caso contra Buzzi
Ela decidiu denunciar o caso após a divulgação de outra acusação contra Buzzi, feita por uma jovem de 18 anos.
A revelação pública de um episódio similar deu coragem para que ela formalizasse sua própria experiência. Esse efeito é observado em diversas situações de assédio sistêmico.
Evidências apresentadas
Como parte das evidências, ela entregou uma gravação da conversa com a chefe de gabinete. O registro em áudio corrobora parte das alegações sobre a resposta interna ao problema.
Esse material foi incorporado ao processo de apuração das autoridades competentes. A fonte não detalhou o conteúdo exato da gravação.
Versão é confirmada por assessores do ministro
Três assessores do ministro confirmaram a versão da ex-servidora a integrantes do STJ. O depoimento dessas testemunhas reforça a credibilidade das alegações.
A concordância entre diferentes fontes dentro do gabinete é um elemento relevante. A apuração continua com base nessas informações.
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