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Casal recebe R$ 1 milhão por racismo alimentar nos EUA

Casal recebe R$ 1 milhão por racismo alimentar nos EUA

Um casal de estudantes indianos obteve uma indenização superior a R$ 1 milhão após processar uma universidade dos Estados Unidos por discriminação baseada em seus hábitos alimentares. O caso, conhecido como ‘racismo alimentar’, foi encerrado com um acordo em setembro e repercutiu internacionalmente, especialmente na Índia.

O início do conflito na universidade

Prakash e Bhattacheryya afirmam que o problema começou em setembro de 2023. Segundo Prakash, uma regra sobre alimentos ‘pungentes’ foi aplicada de forma discriminatória.

Ele disse que a regra não foi mencionada em lugar nenhum. Quando perguntou quais alimentos eram considerados ‘pungentes’, foi informado de que sanduíches não eram, mas curry sim.

Essa distinção, na visão do casal, tinha como alvo específico a culinária indiana. A situação levou a desentendimentos com a administração da universidade e culminou na busca por reparação na Justiça.

A decisão de entrar com um processo

Em maio de 2025, Prakash e Bhattacheryya entraram com um processo contra a universidade. No processo, eles alegaram tratamento discriminatório e ‘padrão de retaliação crescente’.

Objetivo não monetário

A ação judicial nunca teve como objetivo conseguir dinheiro, segundo Prakash. O foco era mostrar que há consequências para quem discrimina indianos por causa da sua ‘indianidade’.

A estratégia do casal foi expor uma prática que consideram comum, mas pouco discutida publicamente. Essa postura transformou o caso em um símbolo da luta contra a discriminação cultural em ambientes acadêmicos.

Os termos do acordo final

Em setembro, a universidade chegou a um acordo para encerrar a ação. De acordo com os termos, a instituição concordou em conceder os diplomas aos estudantes.

Condições controversas

A universidade negou qualquer responsabilidade pelos eventos alegados. Além disso, proibiu os estudantes de estudar ou trabalhar na instituição no futuro.

Essa condição gerou controvérsia sobre o real alcance da reconciliação. O valor da indenização, superior a R$ 1 milhão, foi estabelecido como parte da resolução, mas a fonte não detalha os cálculos exatos.

Repercussão na Índia e além

O processo recebeu ampla cobertura da imprensa na Índia desde que foi noticiado, na semana passada. Nas redes sociais, muitos indianos compartilharam suas próprias experiências de ridicularização por seus hábitos alimentares no exterior.

Problema interno na Índia

Alguns apontaram que a discriminação relacionada à comida é generalizada na própria Índia. Alimentos não vegetarianos são proibidos em muitas escolas e faculdades por serem vistos como impuros ou sujos.

Pessoas de castas desfavorecidas e de Estados do nordeste da Índia frequentemente enfrentam preconceito por seus hábitos alimentares. Isso mostra que o problema tem raízes locais profundas.

Um problema de alcance global

Comunidades da África, da América Latina e de outras partes da Ásia relataram experiências de constrangimento e vergonha por causa de seus hábitos alimentares. O caso do casal indiano ecoa uma realidade vivida por milhões de pessoas em diferentes continentes.

Experiência pessoal de Prakash

Prakash afirma que essa não foi sua primeira experiência com discriminação relacionada à comida. Ele diz que, quando cresceu na Itália, seus professores frequentemente pediam que ele se sentasse em uma mesa separada durante o intervalo do almoço.

Isso acontecia porque seus colegas achavam o cheiro da comida ‘desagradável’. Essas vivências acumuladas reforçam a necessidade de discutir o ‘racismo alimentar’ como uma forma de intolerância cultural.

O legado do caso na luta antirracista

Apesar do acordo financeiro, Prakash insiste que o objetivo sempre foi pedagógico e não monetário. Para ele, a ação judicial serviu para destacar que atos aparentemente simples, como criticar o cheiro de uma comida, podem carregar um peso discriminatório significativo.

Impacto legal e social

O caso abre um precedente legal nos Estados Unidos e inspira debates em outros países sobre como combater esse tipo de preconceito. Enquanto a universidade nega responsabilidade, a narrativa dos estudantes ganhou força na opinião pública.

Especialmente entre diásporas que se identificam com a experiência de ter sua cultura alimentar menosprezada. O episódio deixa claro que a batalha contra a discriminação passa também pelo respeito às tradições culinárias de cada povo.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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