Depoimento marcado por silêncios estratégicos
Em sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), uma testemunha reconheceu relações com investigados, mas evitou explicar transferências milionárias. Ela negou irregularidades, afirmando que todas as conexões eram institucionais.
O depoimento teve múltiplos momentos em que a depoente recorreu ao direito de permanecer em silêncio, especialmente sobre detalhes financeiros. Essa postura gerou intenso debate entre os parlamentares.
Questionamentos sobre movimentações financeiras
Alfredo Gaspar, membro da CPMI, questionou a testemunha sobre sua atuação como presidente da AAPB e da Aapen. Ele destacou que o volume total de movimentações foi estimado em quase R$ 20 milhões.
A testemunha negou irregularidades em suas atividades à frente dessas entidades, sem fornecer esclarecimentos sobre origem ou destino dos recursos.
Relações com investigados admitidas
A depoente admitiu conhecer pessoalmente:
- André Fidelis
- Eric Fidelis
- Virgílio de Oliveira
- Carlos Lupi
- José Carlos Oliveira
- Felipe Macedo Gomes
- Anderson Vasconcelos
- Américo Monte
Ela foi enfática ao afirmar que essas relações eram apenas institucionais, sem caráter pessoal ou irregular.
Silêncio sobre aspectos financeiros
A testemunha manteve silêncio sobre:
- Sócios de empresas
- Repasses específicos de recursos
- Conexões com procuradores e operadores do INSS
A fonte não detalhou os motivos específicos para essa recusa em responder.
Transferências milionárias em foco
Repasse de R$ 4 milhões para Eric Fidelis
Alfredo Gaspar questionou diretamente a razão para a transferência de mais de R$ 4 milhões para a conta de Eric Fidelis, filho de André Fidelis. A testemunha não forneceu explicações sobre a finalidade ou legitimidade da operação.
Pagamento de R$ 630 mil para Thaísa Hoffmann Jonasson
O relator questionou qual serviço justificaria o pagamento de R$ 630 mil para a esposa do procurador-geral do INSS em 2023 e 2024. A testemunha declarou que ficaria em silêncio pelo mesmo motivo da pergunta anterior.
A fonte não detalhou qual seria esse motivo comum que justificou a recusa em responder ambas as questões.
Empresas e estrutura societária
O relator da CPMI detalhou repasses milionários a terceiros e pagamentos a empresas durante o depoimento. A testemunha admitiu deter parte do capital das empresas mencionadas nas investigações.
Recusa em explicar estrutura completa
Quando pressionada para explicar a estrutura societária completa e funções específicas de cada empresa, ela recorreu novamente ao direito de silêncio. Também se recusou a fornecer informações sobre:
- Natureza dos repasses
- Beneficiários finais dos recursos
- Contrapartida pelos serviços supostamente prestados
Viagens e coincidências temporais
Coincidências com Antonio Carlos Camilo
O relator destacou coincidências nas datas de voos entre a testemunha e Antonio Carlos Camilo, sugerindo possíveis encontros. Cecília negou ter qualquer contato ou relação com Camilo.
Número de viagens internacionais
A depoente declarou que a acusação de 33 viagens internacionais é uma inverdade. Ela afirmou que o máximo que pode ter ocorrido são sete ou oito viagens internacionais.
A fonte não detalhou qual versão sobre o número de viagens será considerada oficial pela comissão.
Limites das investigações
O depoimento evidenciou os desafios enfrentados pela CPMI em obter informações completas sobre o caso. A recorrente invocação do direito ao silêncio limitou significativamente o aprofundamento das investigações.
Questões sem resposta
Questões sobre a estrutura da Aapen, que antes tinha o nome de Associação Brasileira Dos Servidores Públicos – ABSP, ficaram sem respostas adequadas durante a sessão.
Próximos passos
Os parlamentares avaliam os próximos passos das investigações, considerando as limitações impostas pelas recusas em responder. A comissão deve analisar se as informações obtidas são suficientes para avançar nas apurações.
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