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CPMI: depoimento expõe modus operandi de fraudes

CPMI: depoimento expõe modus operandi de fraudes

Esquema de fraudes no INSS

O depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) expôs o modus operandi de um esquema criminoso que envolvia fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a investigação, o método consistia em criar empresas e repassar recursos de forma irregular. Parlamentares apontaram que nenhuma ação foi tomada para beneficiar os aposentados.

O esquema investigado pela CPMI e pela Polícia Federal utilizava associações de fachada para descontar indevidamente as aposentadorias e pensões.

Questionamentos sobre vínculos financeiros

Empresa Vênus e Brasília Consultoria

Durante a sessão, o relator questionou o ex-diretor sobre o vínculo financeiro com o indivíduo conhecido como ‘Careca do INSS’.

O ex-diretor admitiu ter criado a empresa Vênus, que recebeu recursos do grupo investigado pelo esquema criminoso. Ele explicou que a empresa foi criada para produzir material sobre educação financeira.

Os pagamentos recebidos, segundo ele, se referiam a serviços prestados à Brasília Consultoria, que era seu único cliente.

Relação com contador do ‘Careca’

Indicação de Alexandre Caetano

Outro ponto abordado foi a indicação do contador Alexandre Caetano para a empresa do ex-diretor. Guimarães admitiu que o contador de sua empresa foi indicado por Rubens Oliveira Costa.

Alexandre Caetano era o contador das empresas do ‘Careca’, o que reforçou as investigações sobre entrelaçamentos no esquema.

No entanto, Guimarães negou qualquer envolvimento com as fraudes, afirmando que todos os serviços prestados foram legais e ‘devidamente documentados’.

Evolução patrimonial em foco

Questionamentos da senadora Soraya Thkonicke

A senadora Soraya Thkonicke (Podemos-MS) apontou a rápida evolução patrimonial de Alexandre Guimarães durante os questionamentos.

Essa observação levantou dúvidas sobre a origem dos recursos e possíveis enriquecimentos ilícitos.

Em defesa, Guimarães argumentou que não tinha ingerência sobre a área de benefícios no INSS, afirmando: ‘Na diretoria de governança, nós não tínhamos gerência nenhuma em relação a benefícios’.

Conclusões e próximos passos

As revelações na CPMI destacam a complexidade do esquema de fraudes, com empresas sendo usadas como fachada para desvios de recursos previdenciários.

Os depoimentos mostram divergências entre as alegações de legalidade do ex-diretor e as suspeitas dos parlamentares.

A investigação continua para apurar responsabilidades e recuperar valores desviados, com a Polícia Federal atuando em conjunto.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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