Debates sobre fortalecimento das filantrópicas
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal inicia na próxima segunda-feira (13) uma série de debates sobre o fortalecimento das instituições filantrópicas de saúde no Brasil. Os encontros reunirão representantes de santas casas, hospitais filantrópicos, entidades do setor e gestores públicos.
As discussões ocorrerão em dois dias e abordarão desde estratégias de gestão até possíveis parcerias com o setor privado. O foco é a sustentabilidade financeira dessas organizações, consideradas fundamentais para o atendimento de milhões de brasileiros pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Estratégias para fortalecer o SUS
Primeiro debate: sustentabilidade no SUS
O primeiro debate acontece na segunda-feira (13), às 9h30, com o tema “Santas casas e instituições filantrópicas: estratégias sustentáveis para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS)”. Participam da mesa:
- Maria Dulce Garcez Leme Cardenuto (superintendente da Santa Casa de São Paulo)
- Mirocles Campos Véras Neto (presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos – CMB)
- Tereza de Jesus Campos Neta (superintendente-geral do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira – IMIP)
- Roberto Otto Augusto de Lima (provedor da Santa Casa de Belo Horizonte)
Também estarão presentes representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O foco será em como essas instituições podem contribuir para a robustez do SUS diante de desafios financeiros recorrentes.
Parcerias com hospitais privados
Segunda sessão: inovação e eficiência
No mesmo dia, às 14h, ocorre a segunda sessão intitulada “Parcerias entre hospitais privados e as filantrópicas: caminhos para a inovação e eficiência”. Entre os participantes confirmados estão:
- Eduardo Jorge Marinho de Queiroz Júnior (CEO da Santa Casa da Bahia)
- Flaviano Feu Ventorim (diretor-presidente da Fundação São Francisco Xavier)
- Alir Terra Lima (presidente da Santa Casa de Campo Grande)
- Irmã Rosane Ghedin (representante da Santa Casa Marcelina de São Paulo)
- Rodrigo Bornhausen Demarch (representante do Hospital Albert Einstein)
Representantes da Rede D’Or, da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e do Hospital Sírio-Libanês completam a lista de convidados. Essas parcerias são vistas como oportunidade para modernizar a gestão e melhorar a qualidade do atendimento.
Sustentabilidade financeira e gestão
Terceiro debate: modelos de gestão
Na terça-feira (14), às 14h, o tema será “Sustentabilidade financeira e novos modelos de gestão para instituições filantrópicas”. Participam dessa mesa:
- Valdir Roberto Furlan (administrador da Santa Casa de São José do Rio Preto – SP)
- Jader Pires da Silva (diretor-geral da Santa Casa de Porto Alegre)
O objetivo é explorar alternativas para garantir a viabilidade econômica dessas organizações, que dependem de repasses públicos e doações. A busca por eficiência operacional e inovação nos processos administrativos será um dos pontos centrais.
Participação ampla e relevância
Diversidade de representantes
Os eventos contarão com uma ampla gama de representantes de santas casas de diversas regiões do país, incluindo:
- São Paulo
- Bahia
- Minas Gerais
- Mato Grosso do Sul
- Rio Grande do Sul
A presença de entidades como a Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB) e órgãos públicos como o Ministério da Saúde evidencia a relevância do tema para a política nacional de saúde.
Impacto no atendimento público
Importância para o SUS
As instituições filantrópicas são vitais para o SUS, atendendo a uma parcela significativa da população, especialmente em regiões com menor cobertura de serviços públicos. A discussão sobre sua sustentabilidade financeira é crucial, pois muitas enfrentam dificuldades para cobrir custos operacionais.
Os debates na CAS buscam enfrentar esses desafios, propondo desde melhorias na gestão interna até formas de ampliar o financiamento, sem onerar ainda mais os cofres públicos. Essas iniciativas refletem uma preocupação com o futuro da saúde no Brasil.
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