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Cosma conquista OAB-DF: ex-frentista vira advogada aos 46

Cosma conquista OAB-DF: ex-frentista vira advogada aos 46

Natural do Piauí, Cosma trabalhava como frentista quando decidiu partir para Brasília, em 1997, com a expectativa de encontrar trabalho e retomar os estudos. Contudo, a filha, então com 10 meses, ficou no estado naquele primeiro momento.

A mudança deu início a uma trajetória que seria coroada, duas décadas depois, com a aprovação no Exame de Ordem. Dessa forma, aos 46 anos, ela recebeu a carteira da OAB-DF, em cerimônia realizada em 13 de dezembro de 2019. Além disso, a história voltou a circular em agosto de 2026, quase sete anos após a aprovação.

Do Piauí ao Distrito Federal

Cosma pretendia conciliar o trabalho com os estudos na capital federal, mas conseguir fazer as duas coisas levou mais tempo do que ela imaginava. Em seguida, já estabelecida no Distrito Federal, retornou ao Piauí para buscar a primogênita e, depois, teve outros quatro filhos.

Contudo, o desejo de cursar Direito permaneceu durante esse período, embora a faculdade ainda estivesse distante da rotina que ela conseguia sustentar.

Trabalhos antes do Direito

Antes de chegar à sala de aula, Cosma passou por diferentes ocupações:

  • manicure
  • diarista
  • cozinheira
  • garçonete
  • empregada doméstica
  • agente funerária

Enquanto buscava formas de se manter, voltou a estudar e concluiu o ensino médio aos 29 anos, em 2002. Dessa forma, aos poucos, o caminho foi se aproximando do Direito.

O encontro com o Direito

A influência do trabalho como doméstica

Um dos empregos, segundo ela contou à OAB do Distrito Federal, foi decisivo. Contudo, a fonte não detalhou o período exato em que a experiência aconteceu. O trabalho como doméstica na casa de um casal de procuradores permitiu que Cosma acompanhasse de perto a rotina dos dois.

Assim, o convívio trouxe de volta o plano que havia sido adiado por anos e a levou a se matricular, aos 40 anos, no curso de Direito da Faculdade Fortium.

Graduação no IDP

Três semestres depois, Cosma conseguiu transferência para o Instituto Brasiliense de Direito Público, o IDP. Em seguida, a graduação terminou em novembro de 2018, quando ela estava com 45 anos.

O diploma concluía uma etapa; no entanto, ainda faltava a aprovação necessária para receber a carteira profissional e atuar como advogada.

Preparação e aprovação

Rotina de estudos

Cosma passou a estudar para o Exame de Ordem com o acompanhamento do advogado Mateus de Lima Costa Ribeiro. Além disso, a preparação foi registrada na websérie “Quem quer ser um advogado?”, que mostrava a rotina dela até a realização da prova.

Foi durante essa preparação que o nome de Cosma chegou à lista consultada pela professora; a identidade dela não foi detalhada pela fonte. Dessa forma, o registro permitiu que Cosma solicitasse a carteira da Ordem.

O resultado

Em 10 de setembro de 2019, o resultado da prova ainda era preliminar. No entanto, a confirmação definitiva seria publicada duas semanas depois, em 24 de setembro.

A notícia chegou por telefone enquanto Cosma estava em um supermercado. Todavia, a fonte não detalhou quem transmitiu a informação a ela.

A ligação ocorreu 22 anos depois da mudança que havia iniciado essa trajetória. Assim sendo, a mulher que havia retomado o ensino médio aos 29 e começado a faculdade aos 40, enfim, podia solicitar a carteira profissional.

A carteira da OAB-DF

Cerimônia de entrega

Em 13 de dezembro de 2019, três meses após a ligação no supermercado, Cosma participou da cerimônia de entrega das carteiras da OAB-DF.

“Receber a carteira significa um divisor de água em minha vida”, afirmou à instituição. Assim, a declaração marcou o encerramento de um ciclo que começou com a saída do Piauí e passou por empregos como agente funerária e doméstica.

Reconhecimento

A trajetória, porém, não se encerrou com a entrega da carteira. Em dezembro de 2020, a OAB-DF incluiu Cosma entre 25 mulheres homenageadas por inspirar a advocacia. Contudo, o critério da escolha não foi detalhado.

A homenagem ocorreu um ano depois da conquista. Ademais, quase sete anos após a aprovação, em agosto de 2026, a história voltou a circular — novamente como exemplo de persistência e recomeço.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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