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Ex-enteada de Jairinho relata agressões em motel

Ex-enteada de Jairinho relata agressões em motel

Em depoimento que chocou os presentes, a ex-enteada do ex-vereador Jairinho — condenado a 43 anos e 9 meses de prisão pela tortura e homicídio do menino Henry Borel — revelou que também foi vítima de violência durante o relacionamento do padrasto com sua mãe. A jovem, que conheceu Jairinho nesse período, contou que era levada para motéis, onde sofria agressões dentro da piscina.

Agressões na piscina: relato detalhado

Segundo o relato, Jairinho afundava a jovem até encostar no chão da piscina, soltava e a afogava novamente com o pé. Em uma ocasião, ele apertou o braço dela com tanta força que ela precisou usar gesso. A filha também disse que Jairinho batia na cabeça dela e torcia o braço dela.

A jovem nunca contou à mãe o que acontecia porque tinha medo de deixá-la triste. A mãe só tomou conhecimento das agressões cerca de um ano depois do término do relacionamento com Jairinho. A revelação ocorreu enquanto a filha assistia a uma reportagem sobre violência infantil. A filha jamais havia comentado qualquer agressão enquanto o relacionamento estava em andamento.

Relato usado pela acusação

A acusação utilizou o relato para sustentar que as agressões contra Henry não seriam um episódio isolado. Mãe e filha decidiram procurar as autoridades após tomarem conhecimento da morte de Henry Borel, em março de 2021. A mãe procurou o pai do menino, Leniel Borel, para relatar o que havia descoberto.

A jovem afirmou ter carregado por muito tempo um sentimento de culpa. Em 8 de março de 2021, Henry foi levado sem vida ao hospital. Laudos indicaram hemorragia interna e laceração do fígado provocadas por ação contundente. Peritos ouvidos no processo apontaram que os ferimentos eram incompatíveis com a versão do casal de que a criança havia caído da cama.

Repercussão e desdobramentos

Leniel Borel criticou o perdão judicial concedido a Monique pela juíza Elizabeth Machado Louro. O Ministério Público recorreu, alegando irregularidades após a juíza ter mudado uma das perguntas feitas aos jurados. Jairinho permanece no presídio em Bangu, onde agora vai cumprir pena.

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Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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