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Direito Empresarial no Código Civil: análise

Direito Empresarial no Código Civil: análise

O Direito Empresarial, no Brasil, encontra-se atualmente disciplinado no Código Civil de 2002, que unificou as relações civis e mercantis. No entanto, tramitam propostas para separar a matéria em um código próprio, visando maior especialização e destaque à atividade econômica. A discussão envolve desde a teoria da empresa até a tramitação de projetos de lei no Congresso Nacional.

Contexto histórico e unificação

Antes do Código Civil de 2002, o Brasil adotava o Código Civil de 1916 para relações civilistas e o Código Comercial de 1850 (Lei nº 556) para relações mercantis. Essa dualidade gerava complexidades interpretativas. Com a entrada em vigor do novo Código Civil, houve a unificação do direito privado, incorporando o Direito de Empresa no Livro II, que vai do art. 966 ao art. 1.195.

O direito empresarial adota a teoria da empresa, definindo empresa a partir do art. 966 do Código Civil brasileiro de 2002. Esse artigo estabelece quem é considerado empresário, sendo a base para a disciplina das atividades empresariais.

Além do Código Civil, o Direito Empresarial é complementado por leis esparsas, como a Lei nº 6.404/76 (sociedade anônima) e a Lei nº 11.101/2005 (direito concursal). Essa estrutura normativa busca regular as relações empresariais de forma abrangente.

Propostas de novo código comercial

Projeto de Lei nº 1.572/2011

Houve a propositura do Projeto de Lei nº 1.572/2011 visando a criação de um novo código comercial, defendido pelo professor Fábio Ulhoa Coelho. A proposta não é reformar ou alterar o Código Comercial, mas refletir se é oportuno deixar o Direito Empresarial destacado do Código Civil em um código próprio.

Benefícios e oposição

Discutir um Novo Código Comercial/Empresarial enxugaria matérias do Novo Código Civil e traria protagonismo à atividade econômica com finalidade lucrativa. Extrair do Código Civil de 2002 o Livro II (art. 966 a 1.195) resultaria em redução de mais de 200 artigos, simplificando o código civil e especializando a matéria empresarial.

No entanto, havia oposição quanto à ideia do novo código comercial. A tramitação do Projeto de Lei do Senado nº 487/2013 continua, segundo consta no sítio eletrônico do senado. O legislador tem a oportunidade de discutir Novos Códigos – Civil e Comercial – de forma unificada, aproveitando o momento para aperfeiçoar a legislação.

Impactos práticos para empresas

Para as empresas, a eventual separação do Direito Empresarial em código próprio pode trazer mais clareza e previsibilidade. O JOTA PRO Poder é uma plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas, auxiliando na compreensão das mudanças legislativas. A discussão sobre o novo código comercial, portanto, interessa diretamente aos operadores do Direito e aos empresários, que buscam segurança jurídica para suas atividades.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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