Regras fiscais em 2026 exigem aprovação do Congresso
A Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgou o Relatório de Acompanhamento Fiscal número 106 nesta quarta-feira (19). O documento alerta que o cumprimento das regras fiscais para 2026 depende da aprovação de medidas pelo Congresso Nacional.
Essa condição reforça a necessidade de diálogo entre os Poderes para manter o equilíbrio fiscal. O relatório analisa três eixos principais que impactam a economia brasileira.
Análises do relatório
- Crescimento dos gastos tributários
- Exceções nas regras fiscais
- Comportamento do mercado de trabalho pós-pandemia
Crescimento exponencial dos gastos tributários
Os gastos tributários registraram aumento significativo nos últimos anos, conforme o relatório da IFI. Essa expansão preocupa porque impacta diretamente a arrecadação e o orçamento público.
Esses gastos incluem:
- Incentivos fiscais
- Renúncias tributárias
- Benefícios fiscais
- Imunidades tributárias
Embora possam estimular setores específicos ou atender demandas sociais, o crescimento descontrolado compromete as contas públicas. Quando bem aplicados, podem gerar desenvolvimento econômico.
Exceções e brechas nas regras fiscais
O relatório aborda a abertura de exceções no cumprimento das regras fiscais. Essas normas são estabelecidas pela Lei Complementar 200, de 2023, e pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Riscos identificados
A IFI alerta para o risco do uso recorrente dessas exceções, que pode enfraquecer a disciplina fiscal. Essa prática, se não regulada, pode desviar dos objetivos originais das normas.
Em contraste, o uso pontual pode ser necessário em circunstâncias extraordinárias. A fonte não detalhou quais circunstâncias específicas justificariam essas exceções.
Mercado de trabalho pós-pandemia
A IFI analisou a dinâmica do mercado de trabalho antes, durante e depois da pandemia. A taxa de participação não retornou ao patamar anterior, indicando mudanças estruturais.
Distribuição da força de trabalho
- 63,6 milhões com vínculo formal
- 38,7 milhões em atividades informais
Essa divisão evidencia a dualidade do mercado de trabalho brasileiro. No contingente de desocupados:
- 4,3 milhões buscavam trabalho há menos de um ano
- 1,3 milhão estavam nessa condição há mais de dois anos
Diagnóstico para políticas públicas
O aprofundamento do diagnóstico pode subsidiar políticas de saúde, prevenção de incapacidades e apoio à empregabilidade. Compreender as razões da baixa taxa de participação e da informalidade é crucial para ações eficazes.
Essas informações ajudam a identificar grupos que necessitam de atenção específica. Podem contribuir para mitigar perdas de capacidade produtiva e ampliar o contingente apto ao mercado de trabalho.
Políticas bem direcionadas têm potencial para reduzir desigualdades e impulsionar o crescimento econômico. O estudo da IFI serve como ferramenta valiosa para planejamento governamental.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte
Últimas publicações
Notícias22 de julho de 2026Câmara nega irregularidades em emendas ao STF
Notícias21 de julho de 2026Juíza multa ré por jurisprudência falsa gerada por IA
Notícias21 de julho de 2026PGR defende doações públicas com contrapartidas no defeso eleitoral
Notícias21 de julho de 2026Reforma tributária: incertezas sobre alíquotas e risco eleitoral


























