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Flávio Bolsonaro expressa nojo do STF e fala em plano de transição

Flávio Bolsonaro expressa nojo do STF e fala em plano de transição

Em sua primeira agenda pública na capital paulista após a confirmação da candidatura, realizada nesta quinta-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que olha para o Supremo Tribunal Federal (STF) com “nojo”. Além disso, ele disse que pretende ser um “presidente de transição”.

A declaração foi feita em um palco ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O evento foi voltado a empresários e comerciantes da zona leste de São Paulo. Aos presentes, por sua vez, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro prometeu reduzir a carga tributária.

Críticas ao STF e plano de transição

Não foram divulgados detalhes sobre a declaração do senador a respeito do STF. Além disso, não há informações sobre propostas concretas para a mencionada transição. Nesse contexto, a declaração ganha contexto com o que afirmou o governador Tarcísio de Freitas mais cedo, em sabatina transmitida pela rádio CBN. Na ocasião, Tarcísio disse que Flávio assumiu o compromisso de cumprir um mandato único ao protocolar, em março, uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que prevê o fim da reeleição.

Ou seja, caso seja eleito, Flávio não poderia disputar um novo mandato, caso a PEC seja aprovada. Além disso, o senador reforçou a promessa de reduzir a carga tributária, tema que foi recebido com expectativa pelos comerciantes locais. Dessa forma, essa combinação de mandato único e pauta econômica parece ser o eixo de sua pré-campanha.

Mandato único e impostos

A PEC protocolada em março prevê o fim da reeleição. Assim sendo, ao se comprometer com um mandato único, Flávio vincula sua eventual gestão a uma mudança nas regras eleitorais. Ademais, o senador disse que conhece as dificuldades do setor, citando o elevado custo dos aluguéis e a margem de lucro reduzida. Em relação à carga tributária, Flávio prometeu uma redução, mas não explicou de que forma isso seria implementado.

A agenda na zona leste também incluiu um gesto simbólico de campanha. Por exemplo, ao lado do prefeito Ricardo Nunes, Flávio levantou uma peça de picanha, em uma crítica direta ao presidente Lula. Ademais, em 2022, Lula usou como mote de sua campanha a promessa de que o povo voltaria a comer a carne. O gesto, portanto, foi uma referência direta àquela promessa.

Visita ao mercadão e protestos

Pela manhã, Flávio visitou o mercadão de São Miguel, na zona leste, acompanhado de Nunes, que tem ajudado a organizar eventos na capital. Em seguida, o senador cumprimentou apoiadores e tirou fotos. A visita, no entanto, não passou despercebida por críticas.

Protestos

Antes da visita, dezenas de manifestantes protestaram. Nesse contexto, os manifestantes levaram cartazes contra Flávio e Tarcísio. Por exemplo, um dos cartazes chamava o senador de “Wally”, personagem da série de livros “Onde está Wally?”, com a pergunta: “Onde estão os R$ 61 milhões?”. A mensagem, por sua vez, fazia referência ao pagamento de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme Dark Horse. A maioria dos cartazes, contudo, era direcionada ao governador, com acusações de que ele estaria destruindo o estado e queixas sobre violência policial.

Investigações passadas

Esquema da rachadinha

O evento em São Paulo ocorre em meio a investigações que envolvem o senador. Nesse cenário, Flávio foi sócio de uma franquia da Kopenhagen que, segundo o Ministério Pública do Rio de Janeiro, foi utilizada para lavar até R$ 1,6 milhão do esquema da “rachadinha”. Ou seja, esse esquema consistiria no recolhimento de salários de funcionários do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O parlamentar, por sua vez, sempre negou irregularidades.

Anulação pelo STJ

Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou todas as decisões tomadas pela Justiça do Rio de Janeiro no caso. Nesse sentido, o tribunal entendeu que o processo não poderia ter corrido na primeira instância, devido ao foro privilegiado. A prerrogativa de foro garante que autoridades sejam julgadas em tribunais superiores, e não na primeira instância. Consequentemente, as decisões anteriores perderam efeito, e o caso precisou ser reavaliado na instância competente.

Prestação de contas do filme Dark Horse

Outro tema que marcou a agenda foi a prestação de contas do filme “Dark Horse”. Com efeito, a produção recebeu R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, do Banco Master, em um investimento negociado pelo próprio senador. Em relação à prestação de contas, Flávio afirmou que o material já foi vazado e que “estava tudo certinho”.

Laudo e gastos declarados

Apesar disso, a produtora declarou gasto de cerca de R$ 75 milhões com o filme. Ademais, um laudo privado anexado a um inquérito policial que investiga suposto uso de verbas públicas não detalhou os financiadores nem incluiu notas fiscais emitidas pelos fornecedores.

Posição do senador

Por sua vez, Flávio afirmou, em maio, que havia pedido à produtora Go Up a apresentação de uma prestação de contas transparente. O senador disse estar “100% disposto” a tornar público o contrato firmado com Vorcaro. Ademais, os repasses do banqueiro estão sob investigação da Polícia Federal, que apura se houve irregularidades nos pagamentos.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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