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PEC da Segurança Pública coloca CNJ e CNMP na mira do Congresso

PEC da Segurança Pública coloca CNJ e CNMP na mira do Congresso

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no dia 4 de março de 2026. O texto, que agora segue para o Senado, inclui mecanismos de controle do Congresso Nacional sobre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), além de reorganizar competências na área de segurança pública.

Controle do Congresso sobre CNJ e CNMP

De acordo com a proposta, de autoria do deputado Mendonça Filho, busca-se estabelecer uma forma de controle pelo Congresso Nacional sobre o poder regulamentar do CNJ. A medida insere-se em um contexto de debates sobre os limites da atuação dos conselhos nacionais e a separação de Poderes. A fonte não detalhou os mecanismos específicos de controle previstos no substitutivo.

Reorganização da Segurança Pública

O substitutivo aprovado confere a cada um dos entes federativos — União, estados, Distrito Federal e municípios — a competência para estabelecer Políticas e Planos de Segurança Pública e de Defesa Social. A proposta, expandida em tamanho e complexidade pela Câmara, toca em temas como organização do sistema de segurança pública e combate ao crime organizado, organizações criminosas e milícias privadas. A fonte não detalhou os artigos específicos alterados.

Impactos e Próximos Passos

A aprovação em dois turnos na Câmara representa um avanço significativo, mas o texto ainda precisa ser analisado pelo Senado Federal. Para advogados e operadores do Direito, a eventual aprovação poderá alterar a dinâmica de atuação do CNJ e do CNMP, além de impactar a formulação de políticas de segurança pública nos âmbitos federal, estadual e municipal. A fonte não informou prazos para tramitação no Senado.

Contexto Acadêmico e Doutrinário

A matéria é acompanhada por referências acadêmicas que contextualizam o debate. A referência [1] é de autoria de Mariah Aquino e Karol Bandeira. A referência [2] é a tese de doutorado de Gustavo Rabay Guerra, intitulada ‘Independência e integridade: o Conselho Nacional de Justiça e a Nova Condição da Política Judicial’. A referência [3] é de autoria de Lenio Luiz Streck, Ingo Wolfgang Sarlet e Clèmerson Merlin Clève, publicada no jornal O Estado de São Paulo em 05/12/2005. A referência [4] é o livro ‘O conselho nacional de justiça e a independência do judiciário’, de José Adércio Leite Sampaio, publicado em Belo Horizonte pela Del Rey em 2007. Essas obras e artigos fornecem subsídios para a compreensão dos desafios envolvidos no controle dos conselhos e na independência judicial.

A plataforma JOTA PRO Poder, que oferece transparência e previsibilidade para empresas, monitora o andamento de propostas como essa, permitindo que o setor privado acompanhe as mudanças legislativas.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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