Um advogado foi preso nesta quarta-feira em Mato Grosso, suspeito de retirar um cliente da prisão e levá-lo para ser assassinado por integrantes de uma facção criminosa. A prisão ocorreu durante a Operação Silenciar, conduzida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A vítima, identificada como Gabriel, foi encontrada morta na manhã seguinte à sua liberação, após ser torturada e executada com 16 disparos de arma de fogo e 15 golpes de faca.
Investigação aponta participação concreta do advogado
De acordo com o delegado responsável pelo caso, a investigação identificou participação concreta do advogado no homicídio. O profissional é um dos quatro investigados na operação, que também apura a conduta de outros dois suspeitos já presos por outros crimes e de um quarto indivíduo, apontado como integrante da facção que atuava como “disciplina” na época, que permanece foragido. A polícia informou que os quatro investigados foram indiciados e que a Justiça decretou a prisão preventiva deles.
Os mandados foram cumpridos nesta quarta-feira, com exceção do suspeito foragido. A prisão do advogado foi acompanhada por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT). O delegado ressaltou que o caso não representa a atuação da advocacia como um todo, mas afirmou que as evidências apontam para a participação direta do profissional no crime.
Entenda a dinâmica do crime
Conforme a investigação, Gabriel foi detido pela Polícia Militar com pequenas porções de drogas e levado à Central de Flagrantes. Durante a ocorrência, os policiais receberam informações sobre outro local onde havia drogas escondidas e encontraram mais de 100 quilos de entorpecentes. O delegado explicou que a equipe entendeu que não havia elementos suficientes para manter Gabriel preso em flagrante e mandou soltá-lo.
Após a liberação, Gabriel foi levado pelo advogado a outro local, onde outras duas pessoas entraram no veículo. Na manhã seguinte, o jovem foi encontrado morto. A polícia acredita que integrantes da facção suspeitavam que a vítima havia passado informações às forças de segurança sobre o esconderijo com mais de 100 quilos de drogas, mas não encontrou indícios de que ele tenha feito a denúncia.
Perícia revela tortura e execução brutal
O laudo da perícia apontou que a vítima foi torturada antes de morrer. Segundo a investigação, ela foi morta com 16 disparos de arma de fogo e 15 golpes de faca. Para a polícia, o crime foi cometido para servir de exemplo e intimidar outras pessoas da região. A brutalidade do assassinato reforça a tese de que a execução foi planejada para enviar uma mensagem à comunidade local.
As buscas continuam para localizar o suspeito foragido, identificado como integrante da facção que atuava como “disciplina” na época. A DHPP não divulgou mais detalhes sobre a identidade dos envolvidos ou sobre o andamento das diligências. A fonte não detalhou se o advogado já possuía antecedentes criminais ou se há outras vítimas relacionadas ao caso.
Repercussão e posicionamento da OAB-MT
A prisão do advogado gerou repercussão no meio jurídico mato-grossense. A OAB-MT acompanhou o cumprimento do mandado para garantir o respeito às prerrogativas profissionais. O delegado responsável enfatizou que a conduta investigada é isolada e não reflete a postura da advocacia em geral. A entidade não se manifestou publicamente sobre o mérito das acusações até o momento.
O caso segue sob sigilo parcial, e novas informações podem ser divulgadas conforme o avanço das investigações. A Justiça de Mato Grosso deverá analisar os pedidos de prisão preventiva e decidir sobre a manutenção das medidas cautelares. A fonte não detalhou os próximos passos processuais.
Fonte
- www.direitonews.com.br
- Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (fenaj.org.br)
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