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Advogados condenados por apropriação indébita de R$ 239 mil de cliente

Advogados condenados por apropriação indébita de R$ 239 mil de cliente

Condenação por apropriação indébita

Os advogados José Antonio Cremasco e Thais Cremasco, juntamente com o escritório Cremasco, foram condenados pela 7ª Vara Cível de Campinas a pagar R$ 239.551,93 a um cliente que não recebeu valores de uma ação trabalhista vencida. A decisão, proferida pelo juiz Felipe Guinsani, também fixou indenização por danos morais de R$ 20 mil. A polícia investiga ao menos outros nove casos semelhantes.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.direitonews.com.br

Detalhes do caso

De acordo com a sentença, um homem contratou o escritório Cremasco para representá-lo em uma ação trabalhista na 10ª Vara do Trabalho de Campinas. O trabalhador venceu o processo, que totalizou R$ 319.402,58. Desse montante, 25% seriam destinados ao escritório a título de honorários, cabendo ao cliente R$ 239.551,93. No entanto, o valor não foi repassado.

O juiz condenou José Antonio, Thais e o escritório ao pagamento do valor devido, além da indenização moral. A fonte não detalhou se cabe recurso.

Investigações em andamento

Há, pelo menos, nove inquéritos policiais relacionados a supostas apropriações indevidas envolvendo o escritório. Um deles, instaurado em 2025, partiu de denúncia encaminhada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

Casos de clientes prejudicados

Entre os casos, está o do ambulante Felipe Costa Araújo, que sofreu um acidente em uma empresa de pintura, foi demitido e moveu ação trabalhista. Ele ganhou o processo em 2018, mas passou a desconfiar que o valor recebido pelo escritório não foi integralmente repassado.

Outro cliente, Edson Vidotti, moveu ação trabalhista contra a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) em 2021 e venceu. A empresa fez os pagamentos em seis parcelas, uma delas superior a R$ 200 mil, mas o escritório não fez o repasse. Segundo o advogado Danilo Andrietta, que defende Edson, o escritório Cremasco transferiu apenas R$ 55 mil, retendo cerca de R$ 370 mil que seriam de direito do cliente após descontados os honorários.

Versões divergentes entre os advogados

Em entrevista à EPTV, Thais responsabilizou José Antonio, seu pai, pelas supostas apropriações. Ela afirmou que os clientes firmaram contratos com o escritório do pai, onde não trabalha desde 2024, após romper relações devido a reclamações de trabalhadores que teriam sido prejudicados. Thais disse que, no caso da condenação, assim como em outros, o dinheiro não caiu em sua conta e que ficou sabendo por meio do cliente. Segundo ela, todos os advogados do escritório transferiam valores a uma conta indicada por José Antonio, que ficaria responsável pelos pagamentos.

Por outro lado, José Antonio responsabilizou Thais, afirmando que a filha “detinha total gerência tanto da conta corrente de minha conta empresarial como de sua própria”. Ele ponderou que não há notícia de cliente que não tenha recebido valores decorrentes de processos anteriormente a 2022 ou desde 2025.

Medidas da OAB e do Ministério Público

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que Thais não integra mais o Conselho Seccional da Ordem paulista, tendo renunciado ao cargo neste ano. Quanto às supostas apropriações, há processos em tramitação no Tribunal de Ética e Disciplina (TED), sob sigilo legal.

O Ministério Público foi procurado, mas não se manifestou até a última atualização desta matéria.

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Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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