Nova tese do TST sobre periculosidade para motociclistas
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) firmou uma tese relevante: a utilização de motocicleta em vias públicas, no exercício das atividades laborais, pode ser suficiente para caracterizar a periculosidade, independentemente de regulamentação específica. Esse entendimento unifica a jurisprudência e traz maior segurança jurídica, mas também impõe novos desafios para empregadores e advogados.
A controvérsia sobre a necessidade de regulamentação não é recente. Houve divergência especialmente após a edição da Portaria nº 1.565/2014 e sua posterior suspensão. Com a tese firmada pelo TST, o argumento sobre a necessidade de regulamentação tende a perder relevância no âmbito judicial. Agora, o foco recai sobre a análise concreta das atividades desempenhadas pelo trabalhador.
Exceções e comprovação necessária
O eventual enquadramento nas exceções não produz efeitos automáticos nem retroativos. Cada caso deve ser analisado individualmente, com base nas condições reais de trabalho. É imprescindível a comprovação robusta das condições reais de trabalho para o enquadramento nas exceções. Assim, empresas que desejam afastar o adicional de periculosidade precisam demonstrar que o motociclista não está exposto a risco habitual.
Na prática empresarial, ainda é comum a adoção de abordagens genéricas sobre o tema, sem a devida análise da dinâmica concreta das atividades desempenhadas pelos empregados. É nesse ponto que se concentram os maiores riscos de condenação. Portanto, a recomendação é que as empresas realizem uma avaliação detalhada de cada função que envolva o uso de motocicleta, documentando as condições de trabalho.
Impacto prático para empresas e trabalhadores
A decisão do TST altera o cenário para milhares de trabalhadores que utilizam motocicleta no exercício profissional, como entregadores, mensageiros e profissionais de logística. Para as empresas, o principal impacto é a necessidade de revisão das políticas de pagamento de adicionais. A tese também pode gerar aumento de ações trabalhistas, caso as empresas não se adequem ao novo entendimento.
Além disso, a decisão reforça a importância de uma assessoria jurídica especializada. Existe o JOTA PRO Trabalhista, solução corporativa que antecipa as movimentações trabalhistas no Judiciário, Legislativo e Executivo. Essa ferramenta pode auxiliar advogados e empresas a se manterem atualizados sobre as mudanças jurisprudenciais e legislativas.
Recomendações para evitar condenações
Diante da nova tese, as empresas devem adotar medidas preventivas. A primeira delas é realizar um mapeamento completo das atividades que envolvem o uso de motocicleta, identificando os riscos reais. Em seguida, é fundamental documentar as condições de trabalho, incluindo treinamentos, equipamentos de segurança e rotas percorridas.
Outra medida importante é revisar os contratos de trabalho e os comprovantes de pagamento, garantindo que o adicional de periculosidade seja pago corretamente quando devido. Caso a empresa entenda que a atividade se enquadra em alguma exceção, deve estar preparada para comprovar isso em juízo, com provas robustas e específicas.
Por fim, a assessoria jurídica deve acompanhar de perto as decisões dos tribunais regionais, que podem aplicar a tese do TST com nuances locais. A atualização constante é essencial para evitar surpresas em ações trabalhistas.
Fonte
- www.jota.info
- FAQ (inteligencia.jota.info)
- Contato (portal.jota.info)
- Trabalhe Conosco (carreira.inhire.com.br)
Últimas publicações
Notícias12 de maio de 2026Adicional de periculosidade para motociclistas: o que muda após o TST
Notícias12 de maio de 2026AGU recomenda que CCHA suspenda aumento de verbas indenizatórias
Notícias12 de maio de 2026CNJ repudia charge da Folha com lápide sobre magistrados
Notícias11 de maio de 2026PCMSO condomínio obrigatório: entenda as regras
























