Onze diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição e manifestaram ‘total apoio’ ao diretor-geral Andrei Rodrigues, afastado do cargo por decisão liminar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida, divulgada em nota conjunta, ocorre em meio a um cenário de tensão institucional e reação da Advocacia-Geral da União (AGU), que prepara recurso contra a decisão judicial.
Diretores entregam cargos em solidariedade institucional
Entre os signatários da nota estão Dennis Cali, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor/PF); Fabrício Schommer Kerber, diretor de Polícia Administrativa (DPA/PF); Otavio Margonari Russo, diretor de Combate a Crimes Cibernéticos (DCiber/PF); Felipe Tavares Seixas, diretor de Cooperação Internacional (DCI/PF); Helena de Rezende, diretora de Gestão de Pessoas (DGP/PF); Roberto Reis Monteiro Neto, diretor Técnico-Científico (Ditec/PF); André Luis Lima Carmo, diretor de Administração e Logística (Dlog/PF); Christiane Correa Machado, diretora de Ensino da Academia Nacional de Polícia (Diren-ANP/PF); Alexsander Castro de Oliveira, diretor de Proteção à Pessoa (DPP/PF); Ademir Dias Cardoso Júnior, diretor de Tecnologia da Informação e Inovação (DTI/PF); e Humberto Freire de Barros, diretor da Amazônia e Meio Ambiente (Damaz/PF).
No documento, os diretores afirmam que, ‘da mesma forma como a Instituição Polícia Federal tem, em sua história e feitos, a razão de sólida admiração dos brasileiros, o Dr. Andrei também conta com um percurso profissional dedicado à defesa da PF, com atuação técnica, isenta e responsável’. A nota reforça o caráter de solidariedade e a defesa da autonomia da corporação diante de interferências externas.
A entrega dos cargos, embora simbólica, representa um gesto de pressão institucional e demonstra o descontentamento da cúpula da PF com a decisão judicial. A fonte não detalhou se os pedidos de exoneração foram formalizados ou se permanecem como manifestação política.
Nota critica ‘narrativas político-eleitorais’
Os diretores também rebateram o que chamaram de ‘narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais’, afirmando que tais narrativas ‘não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja’. A declaração sugere que o afastamento de Andrei Rodrigues teria motivação política, embora a fonte não tenha detalhado quais seriam esses interesses.
No texto, os signatários declaram: ‘Assim, cumprindo nosso dever de defender a Instituição de ataques e tentativas de usurpação de funções, e assegurando o interesse público na manutenção de uma Polícia Federal capaz de promover justiça e assegurar o Estado Democrático de Direito, tornamos público nosso apoio aos diretores’. A frase final, ‘apoio aos diretores’, parece se referir ao próprio grupo, reforçando a coesão interna.
A nota não menciona diretamente o ministro André Mendonça ou o teor da liminar, mas o contexto indica que a reação é uma resposta à decisão que afastou o diretor-geral. A fonte não detalhou os fundamentos da liminar nem o processo que a originou.
Liminar continua válida e AGU prepara reação
De acordo com a apuração, ‘o pedido de vista não derruba a liminar de André Mendonça, que continua valendo. Com o afastamento de Andrei, o diretor-executivo da PF, William Murad, deve ficar interinamente na chefia do órgão’. A informação indica que, apesar da movimentação dos diretores, a decisão judicial permanece em vigor até nova deliberação do STF.
O blog apurou que a Advocacia-Geral da União (AGU) prepara uma reação à decisão. Segundo interlocutores, o argumento será o de que a medida viola competência privativa da Presidência da República para nomeação e exoneração do chefe da PF. A tese jurídica sustenta que cabe exclusivamente ao presidente da República escolher e destituir o diretor-geral da Polícia Federal, conforme previsão constitucional.
A fonte não detalhou qual instrumento processual será utilizado pela AGU, mas é provável que seja um recurso contra a liminar, como agravo regimental ou reclamação constitucional. O prazo para manifestação não foi informado.
Impacto prático e desdobramentos jurídicos
Para advogados e operadores do Direito, o caso levanta questões sensíveis sobre a separação de poderes e os limites da atuação do STF em matéria administrativa. A decisão de afastar o diretor-geral da PF, se confirmada, pode gerar precedentes sobre a ingerência judicial em cargos de confiança do Executivo.
Além disso, a reação dos diretores da PF, com a entrega coletiva de cargos, pode afetar o funcionamento operacional da instituição, especialmente em áreas estratégicas como investigação de crime organizado, combate à corrupção e cooperação internacional. A fonte não detalhou se há risco de paralisação de atividades ou se os diretores continuarão exercendo suas funções até a formalização dos pedidos.
O afastamento de Andrei Rodrigues e a eventual nomeação de um interino podem impactar investigações em curso, embora a fonte não tenha especificado quais operações poderiam ser afetadas. A continuidade administrativa é um ponto de atenção para a advocacia que atua em casos sensíveis.
Até o momento, não há data definida para o julgamento do mérito da liminar pelo plenário do STF. A fonte não detalhou se o pedido de vista foi feito por algum ministro ou se a decisão monocrática será submetida a referendo.
Fonte
- www.direitonews.com.br
- Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (fenaj.org.br)
- Assine aqui. (pay.hub.la)
Últimas publicações
Notícias9 de setembro de 2026Prova indiciária e lavagem de dinheiro: entenda
Notícias9 de setembro de 2026Diretores da PF apoiam Andrei Rodrigues após afastamento
Notícias9 de setembro de 2026Partido questiona regras de fiscalização do IBS no STF
Notícias8 de setembro de 2026Advogado indenizará cliente após reter R$ 20 mil por 5 anos




























Um comentário