O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cumprimento de medidas cautelares contra o conselheiro Ulisses Rabaneda, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (6/8), um mandado de busca e apreensão no âmbito de uma investigação sobre suspeita de desvio de recursos públicos avaliado em R$ 308 milhões. A apuração envolve um acordo entre o governo de Mato Grosso e a empresa privada de telefonia Oi, celebrado durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).
Medidas cautelares determinadas pelo STF
A decisão do ministro Flávio Dino foi comunicada ao CNJ ainda nesta quinta-feira. Segundo o órgão, a corte tomou conhecimento da determinação, mas não detalhou as medidas cautelares impostas ao conselheiro. O processo tem caráter sigiloso, o que impede a divulgação de maiores informações por parte do Conselho.
O ministro, contudo, não determinou o afastamento de Rabaneda de suas funções no CNJ. Dessa forma, o conselheiro permanece no exercício do cargo ao menos nesta fase. As medidas cautelares, embora impostas, não resultaram em afastamento das funções. O sigilo processual, reforçado pelo CNJ, impede que os detalhes sejam revelados. Qualquer informação adicional deverá partir das autoridades competentes no curso da investigação.
PF investiga desvio de R$ 308 milhões
A Polícia Federal apura a suspeita de desvio de recursos públicos avaliado em R$ 308 milhões. O caso envolve um acordo firmado entre o governo de Mato Grosso e a empresa Oi, do setor de telefonia privada. O acordo foi celebrado durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes, do União Brasil.
Até o momento, a PF não informou se Rabaneda é investigado por participação nos desvios. O mandado de busca e apreensão cumprido nesta quinta-feira integra a investigação em andamento. A ação da Polícia Federal, conforme a defesa, ocorreu no escritório de advocacia em que Rabaneda atuava antes de se licenciar para o cargo de conselheiro. O sigilo processual, destacado pelo CNJ, impede a divulgação de maiores informações.
CNJ fala em sigilo e colaboração
O CNJ informou que tomou conhecimento da decisão de Dino e reforçou o caráter sigiloso do processo. Em nota, o órgão afirmou que colaborará com todas as informações necessárias para o andamento do caso. O Conselho destacou, ainda, que respeitará o direito ao contraditório e à ampla defesa, bem como as prerrogativas inerentes ao cargo de conselheiro do CNJ.
A manifestação do CNJ ocorre em meio à operação da Polícia Federal e à decisão do STF. O órgão, no entanto, não detalhou quais medidas cautelares foram determinadas. O sigilo processual, segundo o CNJ, é uma garantia para o desenrolar das investigações. A expectativa é de que as informações sejam preservadas até a conclusão das diligências.
No comunicado, o CNJ reafirmou seu compromisso com a transparência e com o devido processo legal. A colaboração do órgão, conforme a nota, inclui o fornecimento de elementos que possam auxiliar na apuração. O Conselho também reiterou que Rabaneda seguirá com suas atribuições assegurando-se as prerrogativas do cargo.
Defesa alega atuação regular como advogado
A assessoria de Ulisses Rabaneda afirmou que a ação da Polícia Federal ocorreu no escritório de advocacia em que ele atuava antes de se licenciar para assumir o cargo de conselheiro do CNJ. Segundo a defesa, a relação do conselheiro com os fatos apurados decorre exclusivamente da sua atuação como advogado, em período anterior ao ingresso no Conselho.
A assessoria também ressaltou que Rabaneda foi contratado para prestar serviços jurídicos nas tratativas que resultaram no acordo entre a Oi e o governo mato-grossense. De acordo com a defesa, a atuação do conselheiro foi limitada ao exercício regular da advocacia. Os honorários recebidos pela atuação profissional decorrem de regular contrato escrito e devidamente declarado.
A assessoria não informou, contudo, se Rabaneda foi ouvido pela PF ou se chegou a ser alvo de outras medidas. A defesa, por fim, reafirmou a confiança na apuração e a sua disposição de colaborar com as autoridades competentes. Assim, o caso reúne a determinação do STF, a operação da Polícia Federal e a manifestação do CNJ. A defesa de Rabaneda sustenta a regularidade de sua atuação como advogado, com base em contrato escrito e declarado. O sigilo processual, reforçado tanto pelo CNJ quanto pela natureza da investigação, deve preservar os próximos passos.
Fonte
Últimas publicações
Notícias7 de agosto de 2026Flávio Dino aplica medidas cautelares contra conselheiro do CNJ
Notícias7 de agosto de 2026Diretor-geral é defendido pela Polícia Federal após polêmica no STF
Notícias6 de agosto de 2026Buzzi do STJ determina perda inédita de cargo após assédio
Notícias6 de agosto de 2026Reforma tributária e contencioso em pauta no Recife


























