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Deolane e Marcola: celulares como prova nuclear no processo

Deolane e Marcola: celulares como prova nuclear no processo

A Justiça de São Paulo aceitou, em junho, a denúncia do Ministério Público contra a influenciadora Deolane Bezerra e líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), incluindo Marcola. A decisão baseou-se em provas extraídas de celulares apreendidos na residência de um empresário apontado como operador financeiro do grupo. Os aparelhos continham mensagens, áudios e comprovantes bancários que, segundo o MP, revelam um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma transportadora de cargas.

Celulares apreendidos e mensagens

Um dos celulares apreendidos na residência de Ciro Cesar Lemos era um Samsung Galaxy J5. O aparelho continha mensagens trocadas pelo Telegram entre agosto de 2020 e abril de 2021. Ciro é um empresário apontado como responsável por repassar valores de uma transportadora de cargas para contas bancárias indicadas pelo PCC.

Investigações apontaram que ao menos duas contas bancárias indicadas pelo PCC pertencem a Deolane Bezerra. Em um áudio transcrito, Ciro afirma ter trabalhado por quatro anos para Alejandro Herbas Camacho Junior e para Marcola. Alejandro é irmão de Marcola.

Além disso, um iPhone X apreendido na casa de Ciro continha conversas com Paloma Sanches Herbas Camacho, filha de Alejandro, sobrinha de Marcola e uma das denunciadas no caso. As mensagens mostram o envio de contas bancárias para recebimento de valores e o compartilhamento de comprovantes bancários.

Áudios e diarista como prova

A investigação cita áudios enviados a uma diarista indicando que Deolane mantinha valores pertencentes ao PCC em seus imóveis e nos imóveis de seus filhos. Os documentos não detalham em qual aparelho as gravações foram encontradas nem especificam integralmente o teor das mensagens.

Ministério Público e a tese acusatória

Para o Ministério Público, o material extraído dos celulares sustenta a hipótese de que familiares e pessoas de confiança dos líderes do PCC recebiam ordens para distribuir recursos obtidos por meio de uma empresa de transportes. Os promotores afirmam que os valores eram posteriormente repassados a integrantes do grupo investigado.

A investigação apurou ainda um plano para reestruturação de empresas ligadas ao grupo com objetivo de transferir patrimônio para os Emirados Árabes.

Decisão judicial e prisão

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e converteu Deolane Bezerra em ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu a partir do Gaeco, núcleo de Presidente Prudente (SP). A Justiça recusou o pedido de transferência feito pela defesa de Deolane.

O MP reforçou que o pedido de prisão domiciliar não é oferecido nos casos de organização criminosa que opera mediante violência. O promotor Lincoln Gakiya é um dos membros do grupo do Ministério Público e atua em Presidente Prudente. O documento foi registrado por Gakiya e mais seis promotores no dia 10 de junho.

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Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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