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Pablo Marçal não pagará R$ 5,1 mi a advogado após desafio

Pablo Marçal não pagará R$ 5,1 mi a advogado após desafio

O influenciador Pablo Marçal não precisará pagar R$ 5,1 milhões a um advogado que cobrava recompensa por ter encontrado processos judiciais em seu nome. A decisão foi mantida pela 3ª câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que não conheceu do recurso apresentado pelo profissional.

O caso remonta a uma promessa pública feita por Marçal em março de 2024, durante o programa “Pânico”, que gerou ações judiciais.

O desafio milionário anunciado por Pablo Marçal

Na ação judicial, o advogado alegou que, em março de 2024, o influenciador anunciou publicamente, durante o programa “Pânico”, que pagaria US$ 1 milhão para quem encontrasse processos judiciais em seu nome ou em nome de suas empresas.

A promessa, feita em meio a um contexto de ampla divulgação, rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e no meio jurídico. Vários profissionais passaram a buscar informações sobre possíveis ações envolvendo o nome do influenciador ou suas empresas.

Essa busca resultou em pelo menos duas ações judiciais movidas por advogados diferentes, que cobravam o cumprimento da promessa de recompensa.

A primeira decisão judicial sobre o caso

Em primeira instância, o juízo negou o pedido do advogado por entender que o autor não comprovou ter sido o primeiro a cumprir a condição da promessa de recompensa.

Base legal da decisão inicial

A decisão foi baseada nos arts. 857 e 858 do Código Civil, que regulamentam as promessas de recompensa. Segundo a interpretação da magistrada, para ter direito ao valor anunciado, era necessário demonstrar que se foi o primeiro a realizar a tarefa solicitada – no caso, encontrar os processos judiciais.

A falta dessa comprovação específica levou à rejeição inicial da demanda, estabelecendo um precedente importante para casos semelhantes.

O recurso rejeitado pelo tribunal paulista

Ao analisar a apelação, o desembargador Mario Chiuvite Junior afirmou que o recurso não atacou, de forma direta, os motivos que levaram a juíza a negar o pedido.

Falta de argumentação específica no recurso

Em vez disso, repetiu argumentos anteriores e não enfrentou o ponto principal: a falta de prova de que o autor foi o primeiro a cumprir a condição exigida para pedir a recompensa, como preveem os arts. 857 e 858 do Código Civil.

Segundo o relator, para o Tribunal reavaliar uma decisão, quem recorre precisa explicar com clareza onde estaria o erro da sentença e por que ela deveria ser mudada, o que não ocorreu neste caso específico.

Unanimidade na decisão final do TJ-SP

Por unanimidade, a 3ª câmara de Direito Privado do TJ/SP não conheceu do recurso, mantendo assim a decisão de primeira instância.

Significado de “não conheceu” do recurso

A expressão “não conheceu” significa que o tribunal considerou que o recurso não atendia aos requisitos formais necessários para ser apreciado no mérito. Dessa forma, a corte superior não chegou a reexaminar o conteúdo da decisão anterior, apenas verificou que o recurso apresentado não cumpria com as formalidades exigidas para sua análise.

O resultado final mantém o influenciador isento do pagamento da quantia reclamada pelo advogado.

Outros casos semelhantes em andamento

Este não é o único caso envolvendo o episódio do desafio milionário. O advogado César Crisóstomo também ajuizou ação cobrando o valor sobre a promessa feita por Pablo Marçal.

Entrevista do advogado César Crisóstomo

À época dos fatos, o causídico concedeu uma entrevista ao portal Migalhas, onde explicou seus motivos para buscar judicialmente o cumprimento da promessa. Na entrevista, o causídico destacou que sua decisão de acionar a Justiça foi impulsionada pelo compromisso com a palavra empenhada.

A fonte não detalhou o andamento atual deste segundo caso.

O impacto jurídico da decisão sobre promessas de recompensa

A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo estabelece um importante precedente sobre promessas de recompensa feitas publicamente.

Requisitos para validade de promessas públicas

O caso demonstra que, mesmo quando há anúncio público de valores significativos, é necessário cumprir rigorosamente as condições estabelecidas para ter direito à recompensa.

A exigência de comprovação de que se foi o primeiro a realizar a tarefa solicitada mostra como o direito brasileiro trata essas situações, priorizando a clareza e a precisão nas relações jurídicas.

Importância dos procedimentos recursais

Além disso, a decisão reforça a importância de seguir os procedimentos adequados ao recorrer de sentenças judiciais.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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