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Síndico usou dinheiro do condomínio para pagar advogado após matar

Síndico usou dinheiro do condomínio para pagar advogado após matar

Crime premeditado e confissão do síndico

Cléber, síndico acusado de matar a corretora Daiane, confessou o crime à polícia no dia 28 de janeiro. Ele foi preso junto com o filho no prédio onde a vítima desapareceu.

Na ocasião, ele indicou o local onde o corpo foi deixado após a morte dela em dezembro de 2025. No entanto, mesmo confessando, Cléber não contou à polícia como matou a corretora, deixando lacunas sobre os detalhes do homicídio.

Evidências encontradas

A polícia encontrou o celular de Daiane em uma tubulação de esgoto do prédio, o que ajudou nas investigações. A recuperação do último vídeo gravado pela corretora foi o último ato da investigação.

Esse material comprovou que o crime foi premeditado e cometido mediante emboscada. Essa descoberta reforçou a tese de que o síndico planejou o assassinato com antecedência.

Conflitos que antecederam o crime

Cléber e Daiane tinham um histórico de brigas que evoluíram para processos na Justiça, segundo informações da polícia. Os conflitos eram motivados pela administração dos seis apartamentos da família da vítima.

Mudança na administração

O síndico administrava os apartamentos, e eles, referindo-se à família da vítima, passaram a administração para Daiane. Essa mudança gerou atritos que se intensificaram ao longo do tempo, culminando em disputas judiciais.

A tensão entre as partes parece ter sido um fator crucial no desenrolar dos eventos que levaram ao crime. A fonte não detalhou a natureza exata desses processos, mas eles indicam um ambiente de hostilidade prolongada.

Dinheiro do condomínio para defesa

Na investigação, a polícia conseguiu encontrar elementos da prática de crimes patrimoniais praticados por Cléber em face do condomínio. Através da análise do telefone do próprio Cléber, foi obtida uma conversa com o seu advogado, revelando detalhes sobre os pagamentos.

Desvio de recursos

Ele pagou a sua defesa inicial com o dinheiro do condomínio que ele administrava, desviando recursos que deveriam ser usados para manutenção e outras despesas coletivas. Não foi analisado nenhum mérito relativo à causa, tem apenas um contrato de honorários no valor específico, segundo as informações disponíveis.

Esse relatório policial com esse contrato de honorários específico, no mesmo valor do PIX feito para Maykon, será objeto de investigação própria. A polícia ainda está apurando a extensão total dos desvios.

Análise do telefone e tentativas

O telefone de Cléber foi analisado pela polícia, fornecendo evidências cruciais para o caso. Ficou demonstrado que Cléber não tentou usar nenhum método para descartar o aparelho, o que pode sugerir confiança ou descuido em relação às investigações.

Declarações do filho

Maykon Douglas, filho de Cléber, disse que o pai sabia que poderia ser preso, mas ainda assim manteve o dispositivo. Além disso, Maykon Douglas afirmou que o pai não queria que o telefone dele fosse apreendido para que a gente conseguisse acessar os aplicativos bancários, indicando preocupação com o rastreamento financeiro.

Essas declarações ajudam a entender as motivações por trás das ações de Cléber durante o período que antecedeu a prisão. A análise do aparelho continua a fornecer insights sobre o comportamento do acusado.

Descoberta do corpo e localização

O corpo da corretora foi encontrado em estado de ossada em Ipameri, conforme revelado pela polícia. O síndico mostrou para a polícia o local em que deixou o corpo da corretora após a morte dela em dezembro de 2025, facilitando a localização dos restos mortais.

Estado do corpo

Essa confirmação veio após a prisão de Cléber e do filho, que cooperaram parcialmente com as autoridades. A descoberta em Ipameri, uma cidade distante do local do crime, sugere um esforço para ocultar evidências, embora a fonte não detalhe a distância exata.

O estado de ossada indica que o corpo ficou exposto por um período considerável, complicando a análise forense. As investigações agora se concentram em reconstituir os eventos que levaram ao abandono do corpo nesse local.

Próximos passos da investigação

Com a confissão e as evidências coletadas, a polícia segue investigando os crimes patrimoniais ligados ao condomínio. O relatório policial com o contrato de honorários específico será objeto de investigação própria, podendo revelar mais desvios financeiros.

Linhas de investigação

  • Análise do telefone e do último vídeo da vítima continua a fornecer dados importantes
  • Exame dos conflitos entre Cléber e Daiane que evoluíram para processos judiciais
  • Investigação dos crimes patrimoniais ligados ao condomínio

A polícia não divulgou prazos para conclusão das investigações, mas o caso já gerou ampla repercussão devido à gravidade dos fatos. As autoridades prometem transparência à medida que novos detalhes forem descobertos.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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