Uma mulher que se passava por advogada foi presa no Amazonas por corromper servidores públicos para acessar e vazar informações de processos criminais sigilosos. As investigações apontam para um esquema organizado que movimentou milhões de reais, com envolvimento de figuras ligadas ao poder público estadual e municipal.
A falsa advogada já foi interrogada e encaminhada ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça do Amazonas.
O esquema de corrupção e vazamentos
As investigações mostraram indícios de tentativas de obtenção indevida de informações sigilosas relacionadas a procedimentos criminais. Para isso, o grupo teria corrompido servidores públicos, criando uma rede para acessar dados protegidos.
Além disso, relatórios de inteligência financeira apontaram incompatibilidade entre o volume financeiro movimentado e a capacidade econômica declarada pelos envolvidos e pelas empresas vinculadas. Desde 2018, o grupo teria movimentado cerca de R$ 70 milhões devido ao esquema ilegal, segundo as apurações.
Estrutura organizacional do grupo
As diligências apontaram que o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas e estruturação em núcleos operacional, financeiro e de apoio logístico. Essa organização permitia a execução coordenada das atividades ilícitas, que incluíam a corrupção de agentes públicos e o vazamento de processos.
A complexidade do esquema exigiu uma operação policial ampla, resultando em prisões e outras medidas judiciais.
Os envolvidos no caso
Entre os servidores públicos citados está Izaldir Moreno Barros, servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas. Outra figura mencionada é Adriana Almeida Lima, ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas.
Anabela Cardoso Freitas, investigadora da Polícia Civil e integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus, também aparece nas apurações; ela foi chefe de gabinete do prefeito da capital até 2023.
Outros nomes citados nas investigações
- Alcir Queiroga Teixeira Júnior: ligado a movimentações financeiras suspeitas.
- Josafá de Figueiredo Silva: ex-assessor parlamentar.
- Osimar Vieira Nascimento: policial militar.
- Bruno Renato Gatinho Araújo: investigado por participação no esquema.
- Ronilson Xisto Jordão: preso em Itacoatiara (AM).
A diversidade de perfis entre os envolvidos sugere uma rede com ramificações em diferentes esferas do poder público.
As medidas judiciais aplicadas
Além dos mandados de prisão e busca e apreensão, a polícia solicitou à Justiça a quebra de sigilo bancário e fiscal, o bloqueio e o sequestro de bens e valores dos suspeitos. Essas medidas visam impedir a continuidade das atividades ilícitas e recuperar recursos desviados.
A operação buscou atingir tanto a estrutura operacional quanto os ganhos financeiros do grupo, conforme as evidências coletadas.
Andamento do caso
A prisão da falsa advogada marca um ponto crucial nas investigações, que continuam em andamento para apurar a extensão total do esquema. As autoridades trabalham para identificar todos os responsáveis e garantir a aplicação da lei.
O caso segue sob análise da Justiça do Amazonas, que determinará os próximos passos processuais.
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