Defesa apresenta vídeo contestando linha do tempo
Os advogados do adolescente suspeito de agredir o cachorro Orelha negam a participação do jovem nas agressões. Para sustentar a tese, apresentaram um vídeo que, segundo eles, contradiz a linha do tempo da polícia.
As imagens mostram Orelha andando em uma calçada após o horário estimado da agressão. A polícia confirmou que o vídeo mostra o animal andando após o período suposto do ataque.
Essa evidência visual se tornou um dos principais elementos de disputa entre a acusação e a defesa.
Inquérito concluído com pedido de internação
O inquérito policial sobre o caso foi concluído na terça-feira (3). A Polícia Civil pediu a internação provisória do jovem suspeito, refletindo a gravidade atribuída ao episódio.
Ao longo do processo, oito adolescentes foram apurados e 24 testemunhas foram ouvidas. A roupa do adolescente também foi um ponto importante, mas a fonte não detalhou os aspectos específicos.
Estado de saúde do animal evoluiu em dois dias
Piora clínica e análise forense
Testemunhas relataram ter visto o animal ferido no dia 4. No dia seguinte, pessoas responsáveis pelo resgate informaram que a condição de saúde do cachorro havia piorado.
Depoimentos e laudos técnicos mostram que a lesão evoluiu ao longo de dois dias. Profissionais que atenderam Orelha confirmaram que o ferimento na cabeça não era imediatamente fatal.
O ferimento era compatível com uma agressão ocorrida cerca de dois dias antes da morte, segundo as análises.
Laudo aponta golpe intenso na cabeça
O laudo da Polícia Científica indicou que o cão sofreu um golpe intenso na cabeça. O impacto possivelmente foi causado por um chute ou por um objeto contundente.
A análise reforça a natureza violenta do episódio, embora não especifique o instrumento exato. Esses dados forenses são fundamentais para entender as lesões sofridas por Orelha.
Imagens de segurança apontam contradições
Análise de evidências visuais
A Polícia Civil analisou imagens de câmeras de segurança para reconstruir os eventos. Essas gravações apontam contradições no depoimento do adolescente, segundo as autoridades.
A defesa argumenta que o vídeo de Orelha andando após o horário estimado cria uma inconsistência na narrativa policial. Essa divergência torna o caso particularmente complexo.
Sigilo protege identidade dos envolvidos
Os nomes, idades e locais de residência dos envolvidos não foram divulgados. A medida segue o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina sigilo em casos com menores de 18 anos.
A proteção visa preservar a privacidade e os direitos dos jovens durante o processo legal. Assim, o caso avança com foco nas evidências, enquanto as identidades permanecem resguardadas.
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