O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconhece a possibilidade de o inquérito envolvendo o Banco Master deixar a Corte. O caso, que investiga operações financeiras, chegou à sua relatoria por sorteio em 28 de novembro de 2025. Desde então, Toffoli adotou uma postura célere para proteger o Sistema Financeiro Nacional, conforme informações disponíveis.
Início da análise no Supremo e primeiras decisões
O processo foi sorteado para a relatoria de Dias Toffoli no final de novembro de 2025. Em 3 de dezembro do mesmo ano, o ministro determinou a remessa do processo ao STF. Na mesma data, ele validou todas as medidas cautelares anteriores e manteve o sigilo para evitar vazamentos.
A manutenção temporária do caso no Supremo tem um objetivo claro: a segurança jurídica. A supervisão da Corte garante que, ao final, as defesas não possam apontar nulidades baseadas na inobservância de foro ou violação da ampla defesa. Essa abordagem visa assegurar a regularidade processual diante da complexidade da investigação.
Diligências iniciais e oitiva de testemunhas
Primeiras audiências e acareação
Em meados de dezembro de 2025, foi ordenada a oitiva de dirigentes do Banco Central e dos principais investigados. No dia 30 de dezembro, ocorreram as oitivas dos presidentes dos bancos envolvidos. Além disso, na mesma data, aconteceu a acareação entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa.
A acareação entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa foi considerada necessária para esclarecer contradições. Essas diligências iniciais buscaram aprofundar o entendimento sobre as operações em análise. A Polícia Federal segue atuando no caso, conforme as determinações judiciais.
Andamento recente e prorrogação do inquérito
Novas oitivas e decisões do relator
Entre os dias 26 e 27 de janeiro de 2026, novas oitivas foram realizadas sob sigilo. Diante da complexidade do material e das diligências pendentes, a autoridade policial solicitou a prorrogação do inquérito por mais 60 dias. O STF deferiu a prorrogação do inquérito por mais 60 dias, permitindo a continuidade das investigações.
Toffoli rejeitou todos os pedidos de reconhecimento de nulidades formulados pelos advogados dos investigados. Um pedido de composição amigável apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, foi indeferido pelo relator. Essas decisões reforçam o rigor processual adotado na análise do caso.
Filtragem de casos pelo Supremo e possibilidade de saída
Seletividade da Corte e casos similares
O Supremo tem filtrado quais operações permanecem sob sua tutela. Uma investigação similar realizada no Rio de Janeiro foi prontamente devolvida à primeira instância. Outra investigação, deflagrada em São Paulo, foi trazida à Corte por iniciativa da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Essa seletividade indica que a permanência do caso Master no STF não é automática. A possibilidade de deslocamento para a primeira instância está em análise, conforme o andamento das diligências. O ritmo das investigações continua a ser monitorado de perto pela Corte.
Próximos passos e expectativas para o caso
Com a prorrogação concedida, a Polícia Federal tem mais tempo para concluir as diligências pendentes. As oitivas realizadas sob sigilo em janeiro de 2026 devem contribuir para o esclarecimento dos fatos. A atuação célere do relator busca equilibrar a celeridade processual com a garantia de direitos.
A supervisão do STF segue focada na segurança jurídica do processo. A decisão final sobre a manutenção ou deslocamento do caso dependerá do resultado das investigações em curso. Enquanto isso, o sigilo permanece para preservar a integridade das apurações.
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