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Advogado mantido condenado por chamar criança de algoz

Advogado mantido condenado por chamar criança de algoz

Decisão judicial mantém condenação por danos morais

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ/DF) negou provimento à apelação de um advogado e manteve sua condenação ao pagamento de R$ 4 mil por danos morais. Em primeira instância, o juízo já havia determinado o valor, que foi dividido igualmente entre os dois demandantes: a mãe e a criança. A decisão finaliza um processo que envolveu denúncias sobre o exercício do poder familiar e a descrição da criança com termos considerados inadequados.

Contexto do caso

O caso ganhou contornos jurídicos após o advogado, que atuava em defesa de seu filho, acionar autoridades policiais e o Conselho Tutelar. Ele alegou que novas agressões motivaram a medida, sustentando que sua atuação foi legal.

No entanto, a análise do tribunal apontou que os fatos narrados no boletim de ocorrência não configuravam crime nem infração apta a justificar a atuação das autoridades.

Desenvolvimento infantil versus alegações

Além disso, o relator destacou que a conduta da criança era compatível com sua fase de desenvolvimento infantil. Essa avaliação contrastou com a gravidade atribuída pelo advogado, que empregou expressões como ‘histórico de violência’.

Denúncia ao Conselho Tutelar e constrangimento

A mãe da criança foi denunciada ao Conselho Tutelar por suposta negligência no exercício do poder familiar. Ela foi convocada para prestar esclarecimentos ao órgão de proteção, um procedimento que gerou relatos de constrangimento.

Impactos na rotina profissional

A genitora também mencionou ter passado por situação semelhante ao comparecer a uma delegacia, o que afetou sua rotina profissional. Essa exposição perante autoridades públicas e no ambiente escolar, conforme apontou o tribunal, extrapolou o mero dissabor.

A justificativa para a indenização por danos morais se baseou nesse impacto, que foi considerado significativo para a mãe e o menor.

Estratégia do advogado questionada

O advogado, por sua vez, relatou ter tentado resolver o caso diretamente com a escola antes de acionar as instâncias oficiais. No entanto, a estratégia adotada pelo profissional foi questionada pela corte.

Má-fé na conduta do advogado

O relator do caso identificou má-fé na conduta do advogado ao empregar termos como ‘algoz contumaz’ e ‘histórico de violência’. Outro ponto criticado foi a omissão da idade da criança, que tinha apenas 2 anos na época dos fatos.

Omissão de informações relevantes

De acordo com a decisão, a finalidade dessa omissão era conferir maior gravidade à situação, criando uma narrativa mais alarmante. Essa abordagem foi considerada desproporcional, já que os fatos não configuraram infrações que justificassem a atuação policial ou do Conselho Tutelar.

Conduta típica da fase de desenvolvimento

A conduta da criança, conforme avaliado, era típica de sua fase de desenvolvimento, o que reforçou a tese de que a denúncia foi excessiva. O advogado, em sua defesa, sustentou que agiu de forma legal e que as novas agressões ao filho motivaram o acionamento das autoridades.

Porém, o tribunal entendeu que a exposição causada à genitora e ao menor foi suficiente para caracterizar danos morais.

Valor da indenização e impactos finais

A condenação inicial determinou o pagamento de R$ 4 mil por danos morais, com metade do valor destinada a cada demandante. Essa divisão igualitária entre a mãe e a criança foi mantida pelo TJ/DF, que negou a apelação do advogado.

Fatores decisivos para a indenização

Os impactos na rotina profissional da genitora, somados ao constrangimento relatado, foram fatores decisivos para a fixação da indenização. A exposição em múltiplos ambientes – desde a escola até órgãos públicos – foi considerada prejudicial e justificou a reparação.

Consequências jurídicas da linguagem inadequada

Com o fim do processo, o caso serve como exemplo de como a linguagem e a omissão de informações podem influenciar decisões judiciais. A manutenção da condenação encerra o capítulo, deixando claro que a descrição de uma criança com termos inadequados pode ter consequências jurídicas.

Para os envolvidos, a decisão representa o reconhecimento dos danos sofridos e um alerta sobre práticas profissionais em situações sensíveis.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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