A Justiça do Rio de Janeiro condenou a companhia aérea TAP a pagar R$ 60 mil por barrar o embarque do cão de serviço de uma menina com autismo em um voo. A decisão judicial ocorre após a família relatar que o animal foi impedido de embarcar na cabine, causando uma separação de 50 dias entre a criança e seu cão de assistência. O caso, que envolve o direito de pessoas com deficiência, ganhou repercussão após a família buscar reparação pelos danos sofridos.
O início do problema no embarque
A situação começou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, conhecido como Galeão, onde a família tentou embarcar com o cão de serviço. A primeira negativa da companhia aérea ocorreu no dia 8 de abril, conforme relatos. Além disso, foram três tentativas frustradas até que o embarque pudesse acontecer, o que prolongou o processo e aumentou a angústia da família.
Decisão da família
Diante das dificuldades, a família decidiu seguir sem o animal devido a compromissos profissionais inadiáveis do pai. Essa escolha agravou a situação emocional da menina, conforme detalhado nos laudos médicos.
Impacto emocional na criança
A separação entre a menina, chamada Alice, e seu cão, Teddy, causou sofrimento emocional significativo. Conforme laudos médicos apresentados no processo, a criança enfrentou dificuldades alimentares e desenvolveu um quadro depressivo durante os 50 dias de afastamento.
Fundamentação do juiz
O juiz Alberto Republicano de Macedo, responsável pelo caso, ressaltou que o cão é essencial para a regulação emocional de Alice. Em suas considerações, ele afirmou que a separação provocou um sofrimento superior ao de um passageiro comum, destacando a gravidade do incidente.
A decisão judicial e seus fundamentos
Na sentença, o magistrado enfatizou a importância do cão de serviço para o bem-estar da menina com autismo. Ele considerou que a companhia aérea impediu a presença do animal no voo de forma injustificada, violando direitos garantidos por lei.
Valor da condenação
A condenação da TAP a pagar R$ 60 mil reflete a reparação pelos danos morais sofridos pela família. Por outro lado, a decisão serve como um alerta sobre a necessidade de cumprir normas de acessibilidade no transporte aéreo.
A reunião após quase dois meses
Depois de quase dois meses de separação, Teddy conseguiu embarcar e se reunir com a família em Portugal. O animal foi acompanhado pelo treinador Ricardo Cazarotte em um voo da própria TAP, em uma viagem que contou também com a presença da irmã de Alice, Hayanne Porto.
Sequelas emocionais
Esse reencontro marcou o fim de um período difícil, mas as sequelas emocionais permaneceram, conforme atestado pelos documentos médicos. A jornada para garantir o direito de viagem com o cão de serviço evidenciou falhas no atendimento às pessoas com deficiência.
Repercussão e busca por respostas
O caso ganhou atenção da mídia, com a TV Globo entrando em contato com a TAP para obter um posicionamento sobre o assunto. Até o momento, a emissora aguarda retorno da companhia aérea, que ainda não se manifestou publicamente sobre a condenação.
Expectativa por esclarecimentos
A falta de resposta aumenta a expectativa por esclarecimentos sobre os procedimentos adotados pela empresa em situações similares. Enquanto isso, a decisão judicial reforça a importância de políticas inclusivas no setor aéreo.
Lições para o futuro
Este caso ilustra os desafios enfrentados por famílias de pessoas com autismo ao viajar com cães de serviço. A condenação da TAP pode incentivar outras companhias a revisarem seus protocolos de embarque para animais de assistência.
Capacitação das equipes
Além disso, a sentença destaca a necessidade de capacitação das equipes de solo e bordo para lidar com passageiros que dependem desses animais. A esperança é que incidentes como este não se repitam, garantindo mais dignidade e respeito aos direitos de todos.
Fonte
Últimas publicações
Artigos7 de março de 2026Banco Master: O Pior Dos Imundos No Brasil Em Ano Eleitoral
Notícias7 de março de 2026Sicário de Vorcaro morre em hospital de BH, diz advogado
Notícias7 de março de 2026Vorcaro pede ao STF inquérito por vazamento de diálogos com Moraes
Notícias7 de março de 2026Moraes critica mensagens apagadas por Débora do Batom em voto

























