Depoimento revela vínculos com investigados
A testemunha que compareceu à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) reconheceu ter relações com várias pessoas sob investigação. Ela admitiu conhecer André Fidelis, Eric Fidelis, Virgílio de Oliveira, Carlos Lupi e José Carlos Oliveira.
Além disso, afirmou ter contato com Felipe Macedo Gomes, Anderson Vasconcelos e Américo Monte, que foram apontados como integrantes de um núcleo empresarial. Essas admissões surgiram durante questionamentos sobre a natureza dessas relações.
Por outro lado, a depoente manteve silêncio em relação a sócios de empresas, repasses específicos e conexões com procuradores e operadores do INSS. Essa postura limitou o aprofundamento das investigações sobre possíveis vínculos operacionais.
Estratégia de silêncio
A estratégia de não se manifestar sobre determinados temas marcou diversos momentos da audiência. A fonte não detalhou os motivos para essa omissão.
Transferências milionárias em foco
As movimentações financeiras envolvendo a testemunha alcançaram valores significativos, conforme revelado no depoimento. Estimativas apontam que quase R$ 20 milhões circularam entre contas pessoais e da advocacia.
Houve ainda repasses milionários a terceiros e pagamentos a empresas ligadas à depoente, conforme informações apresentadas durante a CPMI.
Casos específicos de repasses
- Alfredo Gaspar questionou por que ela colocou mais de R$ 4 milhões na conta de Eric Fidelis, filho de André Fidelis.
- Thaísa Hoffmann Jonasson recebeu R$ 630 mil dela ou do seu escritório. Thaísa é esposa do procurador-geral do INSS em 2023 e 2024.
Silêncio sobre estrutura empresarial
Quando questionada sobre a estrutura das empresas mencionadas, a testemunha recorreu ao direito de silêncio. Ela se recusou a detalhar a composição societária das organizações e as funções desempenhadas por seus integrantes.
Essa postura impediu que se esclarecessem aspectos fundamentais sobre o funcionamento dessas entidades.
Admissões parciais e omissões
Apesar do silêncio em diversos pontos, ela admitiu deter parte do capital das empresas mencionadas. No entanto, também se calou sobre detalhes de movimentações financeiras específicas, limitando a compreensão sobre a destinação dos recursos.
Questionamentos sobre atuação institucional
Alfredo Gaspar questionou a atuação da testemunha como presidente da AAPB e da Aapen. A Aapen, antes chamada de Associação Brasileira Dos Servidores Públicos – ABSP, foi um dos focos das investigações.
Esses questionamentos buscaram entender a gestão dessas entidades durante sua presidência.
Defesa e lacunas
Em resposta aos questionamentos, ela negou irregularidades em sua atuação. A defesa manteve que todas as ações foram realizadas dentro da legalidade. Contudo, a ausência de explicações detalhadas sobre determinadas operações deixou questões em aberto.
Coincidências e negações
Outro aspecto investigado foram as coincidências de datas de voos entre ela e Antonio Carlos Camilo, conhecido como o “Careca do INSS”. Essas coincidências temporais levantaram questionamentos sobre possíveis encontros ou contatos entre ambos.
No entanto, ela negou ter qualquer contato ou relação com Camilo. A afirmação contrasta com as evidências apresentadas sobre as viagens. Essa divergência entre os fatos apresentados e as declarações da testemunha permanece sem resolução.
Divergência sobre viagens internacionais
As viagens internacionais da depoente foram outro ponto de controvérsia durante o depoimento. Ela declarou que o máximo que pode ter ocorrido são sete ou oito viagens internacionais.
Por outro lado, houve acusação de 33 viagens internacionais, número significativamente superior ao admitido. A discrepância entre as quantidades mencionadas permanece sem esclarecimento, já que a testemunha não detalhou os critérios para sua contagem.
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