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Isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil vai à sanção

Isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil vai à sanção

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira o projeto que isenta do Imposto de Renda pessoas com renda mensal de até R$ 5 mil. A proposta, de autoria da Presidência da República, segue para sanção presidencial após manter essencialmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados.

Com entrada em vigor prevista para janeiro de 2026, a medida representa ampliação significativa do atual limite de isenção, que hoje alcança apenas quem recebe até R$ 3.076.

Aprovação no Senado

Os senadores apoiaram o relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que manteve a versão aprovada na Câmara dos Deputados com apenas ajustes de redação. O projeto chegou ao Congresso em março deste ano, demonstrando a prioridade dada à proposta pelo governo federal.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o benefício entrará em vigor já em janeiro de 2026, atendendo a expectativas da população.

Processo de votação

Durante a votação, foram evitadas alterações substanciais no texto original. Além disso, o processo contou com retirada de destaques que poderiam modificar o conteúdo da proposta.

Essas decisões garantem agilidade na implementação da medida.

Impacto nos trabalhadores

A ampliação da isenção vai beneficiar aproximadamente 25 milhões de trabalhadores atualmente sujeitos ao pagamento do Imposto de Renda. Até então, apenas quem ganhava até dois salários mínimos (R$ 3.076) estava isento da tributação.

A mudança representa aumento significativo no poder de compra desses contribuintes, que terão renda adicional disponível mensalmente.

Compensação fiscal

Por outro lado, a medida será compensada pelo aumento da carga tributária sobre cerca de 200 mil contribuintes considerados “super-ricos”. Esse equilíbrio fiscal busca manter a neutralidade da receita pública enquanto promove redistribuição de renda.

Tributação para rendas altas

O aumento do tributo afetará apenas quem recebe mais de R$ 50 mil por mês, ou R$ 600 mil por ano, incluindo dividendos. A cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos.

Aqueles que já pagam 10% ou mais do que isso não serão cobrados adicionalmente, garantindo que apenas os maiores rendimentos sejam impactados.

Exceções mantidas

Continuarão isentos de Imposto de Renda os investimentos financeiros relacionados ao mercado imobiliário e do agronegócio. Essas exceções buscam preservar setores considerados estratégicos para a economia nacional, mantendo incentivos a atividades produtivas.

Debates e críticas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que apoia o projeto, mas criticou o relatório. Segundo ele, profissionais liberais podem ser prejudicados caso não estejam enquadrados no regime tributário do Simples Nacional.

Essa preocupação reflete debates sobre possíveis efeitos colaterais da medida em categorias específicas de trabalhadores.

Outras posições

O senador Esperidião Amin (PP-SC) criticou a manutenção da cobrança sobre rendimentos recebidos de previdência privada que sofrem dificuldades financeiras.

Já o senador Jayme Campos (União-MT) defendeu que o IR não deveria incidir sobre nenhuma renda de aposentadoria, mostrando divergências sobre o alcance ideal da isenção.

Acordos parlamentares

Três emendas de plenário seriam votadas à parte para serem incluídas no texto, por meio dos chamados destaques. O pedido foi do senador Carlos Portinho (PL-RJ), que posteriormente retirou os requerimentos de destaque.

Essa retirada ocorreu sob compromisso de que os temas seriam tratados no PL 5.473/2025, assegurando que questões pendentes recebam atenção legislativa futura.

Consequências do acordo

O acordo permitiu aprovação mais rápida do projeto principal, evitando prolongadas discussões que poderiam adiar a implementação das isenções.

Dessa forma, o Congresso demonstrou capacidade de conciliar diferentes interesses em prol de benefícios à população.

Próximos passos

Com a aprovação no Senado, o projeto segue para sanção presidencial, última etapa antes de se tornar lei. A expectativa é que o texto seja sancionado integralmente, considerando que se trata de proposta do próprio governo federal.

A implementação em janeiro de 2026 dará tempo para ajustes no sistema de arrecadação e conscientização dos contribuintes.

Contexto mais amplo

Enquanto isso, continuam os debates sobre reformas tributárias mais amplas, incluindo o tratamento diferenciado para diversos tipos de renda.

A medida aprovada representa passo importante na simplificação do sistema tributário brasileiro.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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