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Projeto que atualiza valor de bens no IR retorna ao Senado

Projeto que atualiza valor de bens no IR retorna ao Senado

Projeto retorna para análise no Senado

O projeto que autoriza a atualização do valor de bens no Imposto de Renda retornou ao Senado Federal após aprovação na Câmara dos Deputados. Agora, aguarda deliberação dos senadores.

Essa movimentação ocorre em um contexto de busca por equilíbrio nas contas públicas para o próximo ano. O texto aprovado pelos deputados incorporou trechos da Medida Provisória 1303/2025.

Além disso, incluiu limitações para a compensação de créditos tributários contra a União com tributos a vencer da empresa. Essas alterações visam ajustar aspectos fiscais que impactam tanto o setor privado quanto o governo.

Alíquotas para pessoas físicas e jurídicas

Pessoas físicas

Para pessoas físicas, o imposto sobre ganho de capital varia de 15% a 22,5% sobre o valor do bem. Essa faixa reflete diferentes situações tributárias que podem ocorrer dependendo das características da transação.

O ganho varia para cada caso porque a lei sobre ganhos de capital permite deduções de fatores cumulativos a depender do tempo de posse do bem.

Pessoas jurídicas

Para pessoas jurídicas, a atualização terá alíquota de 4,8% de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ). Paralelamente, aplica-se também uma taxa de 3,2% de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Esses percentuais buscam equilibrar a arrecadação sem sobrecarregar excessivamente as empresas. Essas definições mostram a complexidade do sistema tributário brasileiro.

Impacto nas vendas e valorizações futuras

O valor atualizado será considerado como custo de aquisição para vendas futuras. Isso significa que, ao alienar o bem posteriormente, o contribuinte poderá usar esse novo valor como base para calcular eventuais lucros.

Dessa forma, evita-se a bitributação sobre ganhos já registrados. Além disso, o valor atualizado será considerado para cálculo de novas valorizações tributáveis.

Qualquer aumento subsequente no preço do bem será tributado com base nesse patamar revisado. Esse mecanismo visa garantir que a taxação acompanhe a realidade econômica.

Medida Provisória e equilíbrio fiscal

A Medida Provisória foi publicada em junho, após a revogação do decreto presidencial que havia elevado o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em diversas transações.

Essa sequência de ações demonstra os ajustes que o governo tem feito na política tributária. A MP foi considerada pelo governo essencial para o equilíbrio fiscal do próximo ano.

Segundo o deputado Juscelino Filho, a inclusão de tais medidas colaborará significativamente para o aperfeiçoamento do texto. Ele também destacou que essa incorporação ajudará no cumprimento das metas de resultado fiscal.

Opinião do líder do PT na Câmara

O líder do PT na Câmara é deputado Lindbergh Farias (RJ). Ele afirmou que a inclusão dos trechos da MP gerariam R$ 25 bilhões para o Executivo.

Esse montante foi considerado por ele como essencial para o Orçamento para 2026. Dessa forma, o parlamentar ressaltou o impacto positivo da medida nas contas públicas.

Essa avaliação destaca o potencial arrecadatório da proposta. No entanto, a implementação depende da aprovação final pelo Senado. O debate continua, com expectativa de decisão em breve.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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