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Cultura da leitura em queda e analfabetismo funcional no Brasil

Queda no hábito de leitura no Brasil

O hábito da leitura entre os brasileiros está em queda, segundo dados disponíveis. Em 2007, os leitores eram 55% da população, mas atualmente correspondem a 47%.

O número de não leitores no Brasil representa 53% da população, em um país com mais de 200 milhões de habitantes. Essa redução preocupa especialistas, que apontam para o avanço do analfabetismo funcional.

Influência familiar na formação de leitores

Garcia Júnior destaca que o gosto pela leitura nasce da curiosidade e do afeto. Ele defende que a presença de livros em casa tem impacto direto e duradouro sobre quem está desenvolvendo o hábito.

Além disso, o exemplo de pais leitores tem influência significativa. Esses elementos mostram como o ambiente doméstico é crucial para incentivar a leitura desde a infância.

Papel dos professores e escolas

Proibição de dispositivos eletrônicos

Os professores estão entre os maiores influenciadores do hábito de leitura, de acordo com informações disponíveis. Em 2025, a Lei 15.100 estabeleceu a proibição do uso de tablets e aparelhos celulares por alunos em escolas.

Após a implementação dessa lei, escolas e redes de ensino relataram aumento considerável de empréstimos em bibliotecas. Essa medida busca redirecionar a atenção dos estudantes para atividades educacionais, como a leitura.

Concorrência com a tecnologia digital

O uso de internet e redes sociais vem muito antes da leitura de livros no tempo livre dos brasileiros. Esse comportamento reflete uma preferência por conteúdos rápidos e interativos em detrimento da leitura tradicional.

Em contraste, o percentual de pessoas que escutam audiolivros cresceu de 20% em 2019 para 23% em 2024. Esse aumento sugere que formatos alternativos podem atrair novos públicos.

Acesso limitado a bibliotecas públicas

O Brasil conta com 3.415 bibliotecas públicas, um número que pode ser insuficiente para atender a população. Apenas 5% dos entrevistados afirmaram ter nas bibliotecas públicas sua principal forma de acesso a livros.

Em 2024, 46% dos entrevistados disseram não haver uma biblioteca por perto, enquanto em 2007, 20% relataram a mesma situação. Essa disparidade indica uma piora na acessibilidade a esses espaços.

Falta de interesse em frequentar bibliotecas

Em 2024, 39% dos não frequentadores de bibliotecas responderam “nada” quando questionados sobre o que os levaria a frequentar mais o espaço. Em 2019, esse percentual era de 29%, mostrando um crescimento na indiferença.

Esse dado revela que muitas pessoas não veem valor em utilizar bibliotecas, mesmo quando disponíveis. A fonte não detalhou as razões por trás dessa apatia.

Perspectivas para o futuro da leitura

O cenário atual exige ações combinadas de famílias, escolas e governos para reverter o declínio na leitura. Iniciativas como a lei que proíbe celulares em escolas já mostram resultados positivos nos empréstimos de livros.

No entanto, a concorrência com a tecnologia e a falta de acesso a bibliotecas permanecem como barreiras. A evolução dos formatos, como audiolivros, pode oferecer caminhos alternativos.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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