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Inteligência artificial e o valor da experiência na advocacia

Inteligência artificial e o valor da experiência na advocacia

Há 40 anos, a advocacia era uma profissão profundamente dependente do tempo. Os prazos eram contados em dias e encerravam-se às 18h. Poucas eram as ocasiões em que a solução vinha de modo instantâneo. O tempo era o ambiente — linear e previsível — dentro do qual a atividade profissional se desenvolvia.

Uma pesquisa doutrinária pressupunha a consulta física a bibliotecas. A elaboração de uma petição envolvia sucessivas versões datilografadas, revisões manuais e um esforço logístico. Esse cenário começou a mudar com o avanço tecnológico, mas as inovações reduziram o tempo necessário para acessar informações, não o tempo imprescindível à formação da experiência.

Aceleração tecnológica e produtividade

A produtividade cresceu em escala talvez superior à imaginada pelo economista britânico. No entanto, o tempo livre não acompanhou a mesma trajetória de crescimento. A aceleração dos meios de trabalho não diminuiu a sensação de escassez temporal. A tecnologia aumentou a produtividade, mas não devolveu o tempo.

Havia preocupação de que tarefas tradicionalmente realizadas por profissionais especializados passassem a exigir cada vez menos tempo, afetando modelos de negócio baseados na mensuração desse tempo. Essa inquietação se intensifica com a inteligência artificial.

IA e o debate no mercado jurídico

Uma reportagem do Financial Times abordou a preocupação de investidores com os impactos da inteligência artificial sobre escritórios de advocacia, empresas de consultoria e organizações de contabilidade. O ponto central da análise não era a substituição de profissionais por máquinas nem a previsão de desaparecimento dessas atividades. O que está em discussão é a compreensão do que permanece sendo humano na atividade profissional.

A questão relevante sobre inteligência artificial não é saber se determinadas tarefas poderão ser realizadas mais rapidamente. O dilema está em compreender quais aspectos da advocacia permanecem dependentes da experiência acumulada e da capacidade de julgamento desenvolvida ao longo do tempo.

Experiência: o diferencial humano

Depois de quatro décadas de exercício profissional, as sucessivas inovações tecnológicas alteraram profundamente a forma pela qual os advogados trabalham. No entanto, as inovações não alteraram a necessidade de saber compreender problemas complexos, ter sensibilidade e assumir responsabilidade pelas decisões adotadas.

Nesse contexto, plataformas como o JOTA PRO Poder, que oferece transparência e previsibilidade para empresas, mostram como a tecnologia pode apoiar, mas não substituir, o julgamento experiente. A inteligência artificial acelera processos, mas o valor da experiência permanece central na advocacia.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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