O Tribunal do Júri de Florianópolis absolveu, nesta semana, dois réus acusados pela morte e estupro de Ana Beatriz, uma menina de 12 anos, em Rio do Sul, no Vale do Itajaí (SC). O crime ocorreu em março de 2016, e o julgamento foi realizado na capital catarinense. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do promotor Jonnathan Augustus Kuhnen, que atuou no caso, já anunciou que vai recorrer da decisão.
O crime e as investigações
Ana Beatriz tinha 12 anos quando saiu de casa a pé, por volta das 13h do dia 2 de março de 2016, em Rio do Sul, para ir à escola, onde cursava o sétimo ano. O trajeto até a instituição de ensino levava poucos minutos, mas a adolescente nunca chegou ao destino. O desaparecimento foi registrado naquela noite pelo pai.
Na manhã seguinte, o corpo da adolescente foi encontrado dentro de um contêiner às margens da BR-470. A perícia apontou que a cena havia sido montada para simular um suicídio por enforcamento, hipótese que foi descartada. O laudo pericial confirmou que a vítima sofreu violência sexual e morreu por asfixia. Desde o início, ficou comprovado que houve estupro e homicídio, afastando a hipótese inicial de suicídio.
Os réus e a acusação
O MPSC denunciou três réus no âmbito da Operação Fênix. Um dos réus, de 63 anos, teria participado diretamente das violências que resultaram na morte da vítima, incluindo o crime de estupro de vulnerável. O outro réu, de 55 anos, teria interferido na investigação alterando elementos que poderiam servir como prova. Os dois respondiam em liberdade ao processo.
As investigações mostraram que o primeiro réu era conhecido da família, acompanhava a rotina da vítima e se aproveitou disso para cometer o crime. A apuração indicou que o primeiro réu e outro denunciado apresentavam comportamento relacionado à exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo o MPSC, no dia do crime, os dois ofereceram carona à adolescente durante o trajeto até a escola.
Julgamento e absolvição
Os dois réus foram absolvidos durante o júri popular, ocorrido em Florianópolis. O promotor de Justiça Jonnathan Augustus Kuhnen, que atuou no júri, discorda do resultado. Em declaração, Kuhnen afirmou: ‘Respeitamos a decisão do júri, mas entendemos que há elementos suficientes para sua revisão e, por isso, vamos recorrer’.
Vale destacar que um dos réus, apontado como principal autor, já havia sido condenado em 12 de maio deste ano pelos crimes de estupro de vulnerável, homicídio qualificado por feminicídio e fraude processual. A fonte não detalhou se essa condenação anterior se refere ao mesmo réu absolvido no júri ou a um terceiro denunciado.
Próximos passos
Com a absolvição, o MPSC prepara recurso para reverter a decisão do júri popular. O caso segue sob análise da Justiça catarinense, e novas etapas processuais devem ocorrer nos próximos meses.
📄 Documentos Relacionados
- 📎 Código de Ética do Jornalismo (04-codigo_de_etica_dos_jornalistas_brasileiros.pdf)
Fonte
- www.direitonews.com.br
- Constituição Federal (www.planalto.gov.br)
- Código de Ética do Jornalismo (fenaj.org.br)
- AQUI (pay.hub.la)
Últimas publicações
Notícias28 de junho de 2026STF: maioria valida receitas próprias do MPU fora do arcabouço fiscal
Artigos28 de junho de 2026Reforma Tributária: O Maior Risco Pode Não Ser o Novo Imposto, Mas a Sua Estrutura Atual
Notícias28 de junho de 2026Asfixia regulatória: Estado fecha última porta de empresa em crise
Notícias28 de junho de 2026Caso Ana Beatriz: júri absolve réus por morte e estupro em SC

























