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Caso Henry Borel: advogada deixa defesa de Monique após divergência

Caso Henry Borel: advogada deixa defesa de Monique após divergência

Saída da advogada Florence Rosa

Florence Rosa, advogada que integrou a defesa de Monique Medeiros no Caso Henry Borel, anunciou sua saída do caso. Em publicação nas redes sociais, ela explicou que, com a chegada de um novo colega à equipe, houve uma legítima incompatibilidade de estratégias defensivas. Em comum acordo, decidiram encerrar sua atuação.

Florence atuou durante os 11 dias de julgamento no plenário, mas afirmou que, embora houvesse disposição para continuar, a coerência na condução da defesa deve prevalecer. A nota divulgada pela advogada destacou: “A divergência quanto à condução técnica é circunstância natural do exercício da advocacia, e a coerência estratégica é pressuposto da plenitude de defesa”. A saída ocorre em meio a uma fase processual marcada por recursos contra a sentença proferida pelo II Tribunal do Júri.

Recursos contra a sentença

Assistente de acusação recorre contra perdão judicial

O assistente de acusação Cristiano Medina, que atua em nome de Leniel Borel, pai de Henry, apresentou recurso contra o perdão judicial concedido a Monique e defende a revisão do resultado obtido por ela.

Defesa de Jairinho pede anulação da condenação

A defesa de Jairinho também recorreu da sentença, mas por motivo diferente: os advogados do ex-vereador alegam que a juíza Elizabeth Louro teria atuado de forma parcial durante o julgamento e pedem a anulação da condenação.

Convergência de recursos

Curiosamente, Ministério Público, assistente de acusação e defesa de Jairinho convergiram para o mesmo objetivo: tentar derrubar a sentença proferida pelo II Tribunal do Júri, embora por fundamentos distintos. Essa convergência, ainda que por razões opostas, coloca a decisão do tribunal em xeque.

Próximos passos no TJ-RJ

Os recursos serão analisados pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Caso os desembargadores entendam que houve irregularidades capazes de comprometer o resultado, poderão determinar a realização de um novo julgamento para os réus. A notícia é do O Globo — Rio de Janeiro.

O desfecho desse caso, que mobiliza a opinião pública e o meio jurídico, depende agora da análise técnica dos recursos. A saída de Florence Rosa, embora pontual, reflete as complexidades de uma defesa que precisa equilibrar estratégia e ética profissional.

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Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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