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Pai refaz gesto de macaco após advogada voltar à Argentina

Pai refaz gesto de macaco após advogada voltar à Argentina

Menos de 24 horas após a advogada argentina Agostina Páez retornar ao seu país, após responder por injúria racial na Justiça brasileira, uma nova gravação envolvendo seu pai reacendeu o caso.

O empresário aparece refazendo o mesmo gesto associado a um macaco que levou à detenção da filha, enquanto faz declarações polêmicas sobre sua situação financeira. A sequência de eventos mantém o episódio, que começou em janeiro no Rio de Janeiro, em evidência nos dois países.

O caso original em Ipanema

Agostina Páez passou a responder por injúria racial na Justiça brasileira após a divulgação de um vídeo em janeiro. Nas imagens, a advogada aparece fazendo gestos associados a um macaco em direção a funcionários de um bar em Ipanema.

A Polícia investiga a advogada argentina por ofensas racistas no famoso bairro carioca. Na época, ela foi detida e permaneceu por mais de dois meses no Brasil, sob monitoramento com tornozeleira eletrônica.

Liberação e retorno à Argentina

Esse período de restrição chegou ao fim recentemente. A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) informou que Agostina Páez retirou a tornozeleira eletrônica na terça-feira (31), após receber permissão da Justiça.

Com a liberação, ela retornou para seu país nesta quarta (1º), onde falou com jornalistas no aeroporto em Buenos Aires. A volta marcou o encerramento de uma fase do processo judicial brasileiro.

A nova gravação do pai

Pouco depois do retorno da filha, circulou uma gravação em que o empresário afirma que pagou a fiança de US$ 18 mil para que a filha responda ao processo em liberdade.

Na mesma gravação, o pai refez o gesto associado a um macaco que havia sido feito pela advogada meses antes. Além disso, o empresário afirma que não recebeu dinheiro público para cobrir os custos, tentando afastar qualquer suspeita de uso de recursos estatais.

Declarações polêmicas do empresário

As declarações na gravação, no entanto, foram além da questão financeira. O empresário diz: “Eu tenho asco do Estado. Não vivo da política. Sou empresário, milionário e agiota. E narco…”.

A fala, que inclui autodeclarações de atividades ilegais, adicionou uma camada de complexidade ao caso. A gravação rapidamente ganhou repercussão, levantando dúvidas sobre sua autenticidade e o contexto das afirmações.

Controvérsia sobre inteligência artificial

Diante da polêmica, surgiram alegações questionando a veracidade do material. Segundo o jornal La Nación, o pai afirmou que as gravações foram feitas com uso de inteligência artificial.

Essa versão, porém, foi submetida a verificação técnica. O g1 submeteu o vídeo a ferramentas, que analisaram como entre 0% e 2% a chance de ter IA na geração das imagens.

Resultados das análises técnicas

Os resultados das análises técnicas contradizem, portanto, a alegação de manipulação por inteligência artificial. A divergência entre a declaração do empresário e os dados das ferramentas de verificação cria um impasse sobre a origem e a confiabilidade do conteúdo.

Essa disputa técnica adiciona mais um elemento à já complexa narrativa do caso.

Posicionamento da advogada

Agostina Páez demonstrou abatimento com a repercussão do vídeo envolvendo seu pai. Em resposta, ela publicou um posicionamento nas redes sociais em que se desvincula das atitudes do empresário.

A advogada afirmou: “O que se vê é lamentável e eu repudio completamente. Eu me responsabilizo pelo que fiz: reconheci meus erros, pedi desculpas e enfrentei as consequências. Mas só posso responder pelos meus próprios atos”.

Desvinculação das ações paternas

Além disso, Agostina Páez acrescentou que não tem relação com o conteúdo que circula. Ela disse que estava em casa, acompanhada de amigos, durante o período em que a gravação teria sido feita.

A advogada também ressaltou que não pode ser responsabilizada pelas atitudes do pai, embora tenha reconhecido que ele esteve presente durante o período difícil que enfrentou no Brasil.

Repercussão política na Argentina

O retorno de Agostina Páez à Argentina não passou despercebido no cenário político local. A advogada se encontrou com a senadora Patrícia Bullrich, ex-ministra de Segurança Nacional do governo de Javier Milei.

O encontro sugere que o caso transcendeu as fronteiras do episódio judicial e alcançou esferas de influência no país vizinho.

Encontro com figura política

A reunião com uma figura política de destaque indica que o assunto pode ter desdobramentos além do âmbito legal. A presença da senadora, conhecida por suas posições em questões de segurança, adiciona uma dimensão política à situação.

Esse desenvolvimento mostra como casos individuais podem rapidamente ganhar contornos mais amplos quando envolvem figuras públicas.

Desdobramentos e perspectivas

O caso continua em aberto na Justiça brasileira, onde Agostina Páez responde por injúria racial. A nova gravação envolvendo seu pai, independentemente das controvérsias sobre sua autenticidade, mantém o episódio em evidência.

As declarações polêmicas do empresário, por sua vez, criaram uma narrativa paralela que se sobrepõe ao processo original.

Separação de responsabilidades

Enquanto isso, a advogada insiste em separar suas responsabilidades das ações paternas. Seu posicionamento claro busca delimitar fronteiras entre o que ela reconhece como seus erros e o comportamento recente do pai.

A situação ilustra como casos de repercussão midiática podem se desdobrar em múltiplas frentes, envolvendo aspectos legais, familiares e agora políticos.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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