Condenação por litigância predatória
Um magistrado condenou um advogado por litigância de má-fé. A decisão incluiu multa de 2% e indenização de 10% sobre o valor da causa.
O juiz identificou um padrão de ações judiciais consideradas abusivas. Por isso, determinou o envio de ofícios à OAB/AM, ao Ministério Público e a outros órgãos de monitoramento do Judiciário.
Contexto do caso
A ação envolvia alegações de descontos indevidos. O autor buscava restituição de valores e compensação por danos morais.
O escritório Pessoa & Pessoa Advogados Associados representava o autor. A análise judicial, porém, revelou que a estratégia extrapolava os limites da atuação profissional regular.
Padrão de 1.511 ações semelhantes
Durante o processo, o juiz constatou a existência de ao menos 1.511 ações similares na comarca. A grande maioria era patrocinada pelo mesmo advogado.
As demandas eram dirigidas principalmente contra:
- Instituições financeiras
- Associações
Esse volume expressivo levou à investigação de possível litigância em série.
Características das ações
O magistrado destacou duas práticas problemáticas:
- Ausência de tentativa efetiva de solução consensual
- Pulverização artificial das demandas
As ações eram fragmentadas sem esforço prévio para resolver conflitos de forma amigável. Essa prática viola princípios fundamentais do direito processual.
Estratégia para potencializar ganhos
O juiz afirmou que o fracionamento artificial de ações configura abuso do direito de ação. A estratégia violava três princípios:
- Boa-fé
- Cooperação
- Função social do processo
Objetivo econômico
A tática processual buscava potencializar ganhos financeiros. Isso ocorria através da repetição de:
- Pedidos indenizatórios
- Honorários advocatícios
O advogado replicava argumentos e pedidos em múltiplos processos a partir de uma mesma base fática.
Decisão processual
Com base no artigo 485, inciso VI, do Código de Processo Civil, o magistrado reconheceu ausência de interesse processual. O processo foi extinto sem resolução do mérito.
Isso significa que a ação foi encerrada sem análise do fundo da questão. A decisão reforça o combate ao uso indevido da via judicial.
Multa e envio para órgãos de fiscalização
O advogado foi condenado por litigância de má-fé com duas penalidades:
- Multa de 2% sobre o valor da causa
- Indenização de 10% sobre o valor da causa
Comunicação às autoridades
O magistrado determinou o envio de cópias da decisão para:
- OAB/AM
- Ministério Público
- Defensoria Pública
- Órgãos de monitoramento do Judiciário
Essa medida visa punir o profissional e alertar autoridades sobre a necessidade de fiscalização.
Alerta para a advocacia
A decisão serve como advertência para que outros advogados evitem práticas similares. A litigância predatória sobrecarrega o Judiciário com ações repetitivas.
Essa conduta prejudica processos legítimos e desvia recursos públicos. A atuação do magistrado busca preservar a eficiência e credibilidade do sistema de Justiça.
Impacto no combate a abusos processuais
O caso ilustra como a identificação de padrões em ações judiciais pode levar à responsabilização profissional. A condenação por litigância predatória é instrumento importante para coibir abusos.
O direito de ação deve ser exercido de forma ética e responsável. O envio da decisão para órgãos de fiscalização amplia o alcance das medidas corretivas.
Efeitos concretos
A fonte não detalhou o valor exato da causa ou a identidade do advogado envolvido. A decisão judicial, porém, já produz efeitos concretos.
A multa e indenização representam custo financeiro significativo. O encaminhamento aos órgãos competentes pode resultar em sanções adicionais.
A sentença reforça que o abuso do processo não será tolerado.
Fonte
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