Um advogado foi morto a tiros após publicar vídeos em redes sociais durante uma cobrança judicial em Guarujá, no litoral de São Paulo. O crime ocorreu na última quarta-feira, quando o profissional acompanhava a penhora de caminhões em um processo trabalhista.
A execução aconteceu logo após a saída de uma equipe policial que dava suporte à ação judicial.
O que aconteceu no dia da tragédia
O advogado, identificado como Maurício, explicou em um dos vídeos que era mais um dia de trabalho com penhora de caminhões e carretas para garantir créditos dos trabalhadores. Na imagem compartilhada, ele escreveu: “Vamos fazer valer a justiça”.
A empresa em questão não pagou as verbas rescisórias e nem o que foi sentenciado na Justiça, conforme relatado pelo profissional momentos antes do crime.
Detalhes do procedimento judicial
Três pessoas cumpriam uma ordem judicial de penhora de bens em um processo trabalhista da 2ª Vara do Trabalho de Guarujá. A penhora é um procedimento que determina a apreensão de patrimônio do devedor para garantir o pagamento de uma dívida.
No vídeo publicado, é possível ver os caminhões que estavam sendo penhorados e uma viatura da Polícia Judicial. Maurício publicou imagens no local do crime após contar sobre o trabalho.
Como se desenrolou o crime
A Polícia Judicial afirmou que os disparos começaram após a saída da equipe. Dois homens armados e encapuzados saíram de uma área de mata próxima à empresa e efetuaram disparos.
O advogado publicou vídeo em cobrança judicial momentos antes de ser executado.
Atendimento às vítimas
A Prefeitura de São Vicente informou que o Samu foi acionado e constatou a morte de Maurício no local. A equipe do Samu prestou atendimento aos outros dois baleados.
A Secretaria de Saúde de São Vicente informou que profissionais de saúde são impedidos de divulgar informações clínicas sem motivo justo, dever legal ou consentimento formal do paciente.
O que dizem as autoridades
O caso foi registrado no 3º Distrito Policial (DP) de São Vicente e segue sob investigação. A PM informou que equipes da Força Tática do 39º BPM/I e do 2º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) intensificaram o patrulhamento na região após o crime.
Posicionamento das instituições
O g1 entrou em contato com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), responsável pela ordem judicial e pela viatura no local. O g1 não obteve retorno do TRT até a última atualização da reportagem.
A ausência de posicionamento oficial deixa lacunas sobre os detalhes do procedimento judicial que estava em andamento.
Reação da Ordem dos Advogados do Brasil
A OAB Guarujá informou que acompanha o caso da morte do advogado e já iniciou contato com a Comissão de Prerrogativas para adoção das medidas cabíveis. A OAB Guarujá enviou um membro da diretoria da subseção ao local para prestar apoio.
A mobilização da entidade de classe demonstra a gravidade do ocorrido.
Estado das investigações
As autoridades policiais mantêm o caso sob apuração no 3º Distrito Policial de São Vicente. A intensificação do patrulhamento na região busca prevenir novos incidentes enquanto as investigações avançam.
Os motivos exatos do crime e a identidade dos autores ainda não foram divulgados oficialmente.
Impacto na comunidade jurídica
A morte do advogado durante o exercício de suas funções profissionais levanta questões sobre a segurança no cumprimento de ordens judiciais. A penhora de bens, procedimento comum em processos trabalhistas, transformou-se em cenário de violência extrema.
A comunidade jurídica local manifesta preocupação com a segurança dos profissionais que atuam na área.
Acompanhamento da OAB
A OAB Guarujá mantém acompanhamento próximo do caso, demonstrando o compromisso institucional com a proteção das prerrogativas da advocacia. O apoio prestado à família do advogado reflete a solidariedade da classe diante da tragédia.
O desfecho das investigações poderá trazer mais clareza sobre as circunstâncias que levaram ao crime.
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